Era janeiro de 2026, em Florianópolis. O cachorro Orelha passeava no final da tarde pelo calçadão da praia, quando alguns adolescentes o agrediram violentamente. Um abaixo-assinado em plataforma digital foi criado pedindo
punição pela morte do Orelha.
Um adolescente disse para o seu avô que parou para pensar sobre a palavra "apagador". E, como tal, concluiu que poderia compreender como um objeto que apaga o quadro da sala de aula, ou um interruptor que apaga a lâmpada. Além disso, pode-se entender poeticamente algo que apaga a dor de alguém.
No alto da parede, o funcionário ignorava o aviso sobre as regras de boa convivência. Ele queria sempre se dar bem, mesmo em prejuízo dos demais. Quando precisou de ajuda, percebeu que estava sozinho.
O turista, sem entender direito, logo pediu as bananas da abundância.
Na primeira vez de um beijo, assistia a um filme, tremi de desejo. Na segunda, o beijo selou nossas bocas na chuva. Dez anos depois, entrei no cinema e, na primeira cena, o sabor do beijo voltou tão forte que gritei.
Numa manhã ensolarada, à beira-mar, encontrei a beleza da natureza. Nessa hora, passava uma moça com megafone bradando frases contra o lixo na praia. De repente, um tumulto. A beleza estava no grito.
O cheiro de bolo tomava conta do meu nariz. Eu ficava circulando a cozinha na espreita do bolo. Pronto! Na mesa estava exposta a delícia de chocolate. Nessa ocasião, minha irmã pegou a forma com tudo e levou para a família que havia encomendado.
Abri o portão e, como sempre, avistei o padeiro na bicicleta.
Era o começo do expediente numa
escola.
−
Esqueci a caneta. Pode emprestar a sua, professor?
77 - CARRO
Andei, pedalei, pilotei moto e, depois
dos 60 anos, consegui comprar meu primeiro carro. O médico pediu para eu
começar a andar e a pedalar.
78 - CARPINTEIRO
A criança acabara de nascer em Belém de Judá e, de imediato, a família refugiou-se no Egito. Após crescer, passou a viver em Nazaré da Galileia como carpinteiro, ensinando o amor ao próximo. O poder do ódio foi implacável. Em pouco tempo, foi sacrificado numa cruz de madeira.
79 - CARTA
Assisti ao filme “Cartas para Deus” e
passei para as turmas que leciono. Como atividade, pedi que cada um fizesse uma
carta para Deus. No final, percebi várias histórias e depoimentos reveladores.
Enquanto lia uma das cartas, uma lágrima escorria pelo rosto.
80 - CASA
Meu pai conseguiu a única casa própria
em vida para a família aos 50 anos. Eu consegui a primeira das três casas aos
30 anos. Meu irmão caçula comprou sua casa própria na Itália, antes dos 40,
possui um veículo e vive como enfermeiro.
81 - CAVALO
Dois garotos conversavam no quintal de
casa:
− Qual animal você gostaria de ser?
− Um cavalo.
− Por que cavalo?
− Porque é muito forte.
− Pois eu seria uma águia para voar
alto e em liberdade.
82 - CAVERNA
Em uma conversa na sala de aula, disse o professor:
− Platão ensinou com o mito da caverna que os seres humanos confundem o mundo das aparências − as fake news com a verdadeira realidade − ficando presos pelas percepções do senso comum. É preciso sair da caverna da ignorância pelo conhecimento que provoca reflexões críticas em favor da liberdade e da fraternidade. É necessário coragem para questionar os preconceitos no mundo contemporâneo e lutar contra a alienação.
− Professor, o mito não é uma mentira?
− Não! O mito é uma narrativa sobre uma realidade em busca de uma verdade.
83 - CEBOLA
Estava assistindo ao filme “O Caçador de Pipas”.
− E aí, voce gostou?
− Pensei algo mais lúdico. Mas descobri uma curiosidade.
− Qual?
− No filme, o garoto questiona a história do outro, que conta que um homem conseguiu
transformar as lágrimas em pérolas e, para tanto, sacrificou a esposa. Então, o
questionamento era: por que o homem não cortou uma cebola para conseguir as
lágrimas?
84 - CELULAR
De primeiro, anotava tudo num caderno.
Até datilografei. Agora digito tudo pelo celular. Mas procurava algumas anotações antigas nos cadernos.
85 - CEMITÉRIO
Necro morava num cemitério. Um dia,
pegou um Uber, tarde da noite, e quando o motorista parou no destino, que era
em frente ao portão do cemitério, falou:
− Espere aqui que vou pegar o dinheiro.
Assim que desceu, o motorista
espantado deu partida apressado, cantando pneu.
86 - CERCA
Um sertanejo disse para um político no
palanque eleitoral:
− Chega de tanto verbo. Nós precisamos
é de verba. O problema não é a seca com a qual convivemos, mas a cerca que nos
tira a terra e o direito à vida.
O político continuou com o palavrório.
87 - CESTO
Estava eu a pensar na casa em que morávamos e
deparei-me com a cena de um cesto de roupa suja.
Avistei outro cesto de palha
na sala arrumada com frutas e verduras. Na escola, havia também um cesto com
livros. As pessoas leitoras degustavam com os olhos.
88 - CÉU
Minha filha adolescente vinha andando
comigo para casa, quando perguntou:
− Pai, o que é o céu?
− O céu é percebido no espaço com suas
estrelas, a lua, o sol…
Antes de continuar respondendo, fui
interrompido para uma reflexão.
− Pai, eu aprendi que o céu é a casa de
Deus.
89 - CHÃO
Um aluno cogitou ao professor sobre a
palavra "chão". O professor pegou um violão e começou a cantar o Funeral de um lavrador de Chico Buarque. A classe parou para ouvir o roçado, a cova medida e o destino de um agricultor. No decorrer do ano, a turma toda havia plantado uma horta na escola.
90 - CHAPÉU
O chapéu social
de massa marrom escuro, bem elegante, estava pendurado na cabeceira da cama. A viúva via todo dia aquela imagem como lembrança. Um dia, entrei no quarto para uma visita e vi que o chapéu não estava mais lá.
91 - CHAVE
Todos os dias de manhã, de segunda a sexta, eu e minha esposa saímos para trabalhar. Cada um tem a sua chave de casa. Um dia, tive que voltar para casa no horário do almoço. A distância de casa para o trabalho é de uns 15 km. Ao chegar em casa, percebi que não estava com a chave. Puts!... Voltei para resolver o problema. Mas, tive que pensar em algo melhor para passar a raiva.
92 - CHORO
O choro da criança incomodava tanto que todos ficavam olhando com inquietação. A cuidadosa mãe acalentou-a com um abraço, percebendo que o choro é outra linguagem a ser entendida.
93 - CHUVA
Ao sair para o trabalho de manhã cedo, uma chuva torrencial começou de imediato. Deixei-me envolver pela natureza. Não reclamei da chuva. Preveni. Já no trabalho, escutei muitas reclamações.
94 - CIDADE
O professor de filosofia explicava:
− A cidade é um espaço público democrático...
Enquanto isso, um cidadão revirava o lixo em busca de alimento.
95 - CIÊNCIA
Nas férias, em um domingo de sol, contemplando o
mar sobre o espigão da praia de Iracema, da orla marítima de Fortaleza, percebi
a imensa dimensão da natureza frente à Ciência. Lembrei da notícia de erosão nas
praias de Caucaia por causa do espigão. Nessa hora, uma onda muito alta inundou
o local. Os praianos correram rumo ao calçadão.
96 - COMPUTADOR
A aluna deixou o computador
no conserto durante as férias, o que favoreceu as leituras manuseando os
livros e, curiosa em saber das coisas, compreendeu a importância da pesquisa.
97 - CONFUSÃO
O avô pediu ao filho que o neto fosse à casa da tia deixar um pacote para a prima que estava com a madrasta − a esposa do avô. O neto fez uma confusão, tratando a madrasta como vó, a quem entregou o pacote. Tal encomenda voltou ao avô, pois era dele próprio o que estava na embalagem.
98 - CONHECIMENTO
Um pescador demonstrava o poder de seu conhecimento sobre a pescaria em seu vilarejo contando histórias.
Alguns visitantes que se encontravam no vilarejo, curiosamente, quiseram entender o que estava sendo contado.
Após meia hora de fala, um dos visitantes mostrou pelo celular os peixes de sua região e a tecnologia usada para pescar.
O pescador olhou, refletiu e disse que a tecnologia é um conhecimento que chegou onde ainda não chegou para matar a fome de muitos.
99 - CONSCIÊNCIA NEGRA
No banco
de madeira do fórum, Dandara olhava para as próprias mãos, calejadas e pretas.
Ao seu lado, a advogada Zuri consultava arquivos pelo notebook sobre a
consciência negra.
− Mais um
adiamento, Dandara. O juiz alegou excesso de serviço.
Dandara
soltou um riso amargo, sem tirar os olhos do chão.
− Excesso
de serviço ou descompromisso? Já perdi a conta de quantas vezes vim aqui desde
o ano passado.
− Não é
só com você − Zuri suspirou, abrindo uma pasta de relatórios.
− 2025 bateu recordes. Foram quase 8.700 novos processos de racismo e
injúria racial no Brasil. As pessoas estão denunciando mais, o silêncio está
acabando.
−
Denunciar é o de menos, doutora. O difícil é o "depois".
− Você
tem razão. O sistema está entupido. Temos hoje mais de 13.400 processos pendentes de julgamento. É uma fila que parece
não andar, uma morosidade que pune a vítima duas vezes.
Dandara
finalmente a encarou.
− E
quando anda, chega onde? Ouvi dizer que a maioria sai rindo pelo outro lado da
porta.
Zuri
hesitou, mas não mentiu.
− Os
dados de 2025 são duros: apenas 39,5%
das decisões resultaram em condenação. Quase dois terços dos casos
terminam em absolvição ou prescrição.
Dandara
levantou-se, ajeitando o cabelo.
− Se eu
perco o dia de trabalho vindo aqui, falta comida. Se meu patrão me xinga e eu
processo, ele paga um advogado caro e espera o tempo apagar o crime. Sabia que 72,9% de quem passa necessidade nesse
país tem a minha cor? A gente não tem tempo para a lentidão da justiça,
doutora. A fome não espera o juiz assinar o papel.
Zuri
guardou os papéis em silêncio. No corredor vazio, o eco dos passos de Dandara
era o único som que restava de uma estatística que insistia em não virar
justiça.
100 - COORDENAÇÃO
No
dia 22 de agosto, a sala da coordenação estava toda enfeitada e com a presença
de todos os docentes para parabenizar o dia da coordenadora. Nessa hora, entra
uma criança chorando e com o joelho ralado para ser atendida.
101 - COR
− O que é cor?
− É o reflexo da luz do ambiente no momento em que é captado pelo
cérebro, podendo ser expresso no papel, em telas ou em teorias, para significar
um sentido.
102 - CORAÇÃO
O filho, aflito com a namorada, pergutou:
- Mãe, como entender o coração?
- O coração, meu filho, a cada instante, fala para o corpo todos os sentimentos de dores e alegrias na
duração da vida, através da pulsação dos sentidos e das tramas percebidas no cotidiano, em
razão da existência na convivência.
103 - CORPO
Meu corpo fala. Quando nasci, não lembro. Mas
sei que morei em muitos lugares. Atravessei várias pontes para sobreviver,
quando via tantos sem ter o que comer. Também sofri pela falta de oportunidade.
Superei a vida pelos estudos.
104 - CRIANÇA
Uma
criança perdida entrou na igreja, numa missa de domingo, na hora da comunhão. Quando
viu aquela fila para a eucaristia, seguiu adiante para acompanhá-la. Nessa
hora, a mãe da criança entrou desesperada procurando-a. Uma freira que
ministrava o ritual, parou um instante a cerimônia e acolheu a criança e a mãe.
105 - CRUZ
Tu
carregas no peito uma cruz desde
pequeno. Olhas para as tuas mãos e percebes um vazio. Tu fechas os
olhos, respiras o ar quente e, finalmente, decides lutar. Entendeste que tua
cruz estava presente em cada sofrimento humano.
106 - CUSCUZ
Curtindo
a festa junina do Nordeste brasileiro em Caruaru, encontrei uma barraca com o letreiro: Cuscuz.
Por curiosidade, aproximei-me e vi um escrito explicativo que dizia: O cuscuz tem origem no Norte da África,
provavelmente antes do século X, e foi introduzido no Brasil pelos portugueses,
tornando-se base alimentar no período colonial. A palavra cuscuz reproduz o som
do vapor na cuscuzeira.
107 - DADO
O copo de
plástico foi chacoalhado. Três dados rolaram sobre a mesa desgastada. Um dado
caiu no chão. Um gato pulou, derrubou a mesa e correu com o dado na boca.
108 - DANÇA
Na noite de São João, na
quadra da escola, a noiva da quadrilha era a grande atração com a sua dança, em
plena alegria como um cisne a bailar. Porém, uma criança correu em sua direção
e toda a plateia se levantou ansiosa. E a criança entrou na dança gritando:
Mamãe!
109 - DEBATE
Comecei o debate dizendo: Acordei cedo. Fiz o café e arrumei a casa. Peguei o ônibus lotado, tomei chuva, vi no semáforo crianças famintas e pedintes, enquanto ia para o trabalho até findar o dia. Agora me diga a sua rotina.
110 - DEMOCRACIA
Em dia de
eleição, um menino perguntou ao pai:
− Pai, o
que é democracia?
− Vou
tentar explicar da melhor forma. Vejamos. Podemos dizer que decidir em família
para onde vamos passar as férias, escolher a pintura da casa, eleger um
representante de classe...
Antes que o
pai terminasse, o menino retrucou:
− Pai,
podemos decidir agora tomar um sorvete?
111 - DESENHO
Obserrvava uma criança sentado no chão, quando avistei um desenho que riscava na areia. Meu penamento flutou no tempo da imaginação.
112 - DESERTO
O frade falou para os novos seminaristas:
- Amanhã, domingo, iremos fazer um retiro.
Logo cochichei para o amigo do meu lado:
- Que bom! Vamos nos retirar e curtir uma praia.
- Não é retiro para uma praia - respondeu de imediabto o amigo -, é retiro espiritual. Vamos passar o dia inteiro no convento em oração.
113 - DIA
Em um dia de luz, com a porta de casa aberta, contemplava a natureza e, em cada pessoa, sentia a convivência, até o último suspiro.
114 - DIÁRIO
Depois da avaliação
final, na escola onde trabalho, peguei o diário de classe para conversar com os
pais que estavam apreensivos. Não encontrei o diário. A situação ficou confusa.
Abri o notebook e acessei o resultado na planilha do diário virtual.
115 - DIDÁTICA
−
Didática é o que acontece na escola para gerenciar a aprendizagem e o
protagonismo dos discentes – falou a coordenadora pedagógico.
−
É também a forma híbrida e inclusiva que envolve a tecnologia, a reflexão e a valorização
da saúde mental – abordou uma professora do atendimento especializado.
−
Esses são os caminhos da didática, e tem mais, – acrescentou a professora da educação
infantil −, as avaliações personalizadas, a tolerância a erros e o cuidado com o
outro para o desenvolvimento humano integram a didática.
116 - DINOSSAUROS
O
avô contou para o neto que, quando era garoto, colecionava num álbum figuras de
dinossauros. O neto quis ver os dinossauros. O avô levou-o para o Museu de
Zoologia da Universidade de São Paulo.
117 - DIREÇÃO
Chegando
em casa, depois da aula, o menino entrou apressado e faminto, dizendo:
−
Mãe, hoje eu estive na direção!
E
a mãe, lá do quintal, pergunta:
−
Na administração?
−
Na direção, mãe!
−
Mas, que condução?
−
Não é condução, mãe! É di-re-ção!
−
Então, qual o sentido disso?
−
Ah, mãe, também não entendi, não.
118 - DIVERSIDADE
Um
ancião, com uma túnica com as cores do arco-íris, em seu aniversário, subiu num
trio elétrico com frases de inclusão e respeito humano, começou a cantar para a
diversidade.
119 - DIVÓRCIO
Um casal de namorados se beijava
apaixonadamente. Anos depois, o divórcio.
120 - DOCE
Era
férias na casa da vovó. A criançada corria para lá e para cá. A avó gritou:
−
Quem quer doce?
A
correria foi maior em busca do doce.
121 - DOR
Era
um domingo, quando parei no meio do caminho por causa de uma dor. Os amigos me
acolheram e levaram-me para o hospital. Na emergência
cirúrgica, fui operado para tirar uma pedra do rim causadora da dor.
122 - DORMIR
Era
tarde da noite de carnaval numa casa de praia, chovia muito, assistia a um filme de
terror e não conseguia dormir. Desliguei a TV. A chuva parou. O trio elétrico
passava. Não consegui dormir.
123 - DUENDE
No
Dia de Finados, na casa dos avós, o menino afirmava:
−
Mãe, eu vi um duende.
−
O que é isso, menino?! Isso não existe. Está vendo coisa.
−
Existe, sim! Eu vi!
−
Viu onde?
−
Vi correndo lá no quintal.
A
avó pondera:
−
Esse menino viu foi o cabrito do vizinho que vive pulando a minha cerca.
124 - ECOLOGIA
No
Dia da Ecologia, celebrado em 5 de junho, uma jovem manifestante com
megafone na mão, bradava no meio da praça de sua cidade:
− Gente da nossa terra! Somos todos terra! Fogo! Água! E Ar! Somos
ecologia! Somos da mesma casa da vida! Precisamos cuidar melhor da natureza! Combater
o desmatamento e a poluição! Proteger, restaurar e promover a sustentabilidade
responsável!...
Nessa hora, algumas pessoas estavam jogando lixo no canteiro da
rua.
125 - EDUCAÇÃO
No começo do ano letivo, numa reunião da escola, uma mãe comentou
sobre a educação:
− Assevero
que aprendi aqui, que a educação começa em casa com a família.
126 - ELEFANTE
No final da vida, na antiga savana africana, um elefante idoso com
seus 70 anos, com dificuldade de locomoção e até para se alimentar, caminhava
lentamente afastando-se da manada.
127 - ENCHENTE
Era maio de 2024. Choveu por 22 dias no Rio Grander do Sul. O lago Guaíba subiu 5,37 metros. A enchente afetou 60% do território estadual. Foi uma calamidade pública. Para muitos a vida inteira coube em uma mochila nas costas. No telhado da casa, um menino aprendeu a pescar suas próprias memórias.
128 - ENSINO
O ensino veio na prática. Depois do almoço, Zé Valdo estava em
casa lendo as instruções de um celular, enquanto seu neto mostrava como mexer
no aparelho.
129 - ERVA-DOCE
Numa aula de ciências, a professora começou a falar sobre a
erva-doce. Disse que passou a ser cultivada pelos egípcios (1550 a.C.),
gregos e romanos, para usos medicinais, culinários e aromáticos. Em seguida, abriu uma garrafa térmica
com o chá de erva-doce sem açúcar e ofereceu aos ouvintes. Somente os
diabéticos aceitaram.
130 - ESCADA
Nos primeiros dez anos de vida, subi alguns degraus da escada. Com
o tempo, consegui chegar no topo da escada.
131 - ESCOLA
Maria estava de férias da escola e foi visitar a tia no interior. Chegando
lá, viu que a tia fazia do seu alpendre uma escola para as crianças
desprovidas.
131 - ESCRAVOS
Na escola, as crianças cantavam Escravos de Jó. No fundo da sala, o menino negro olhou para as próprias mãos e entendeu o tamanho do seu silêncio.
132 - ESCREVER
Em casa aprendi a falar; na escola, a escrever. Fiz milhares de poemas românticos, mas ela me deu o fora por mensagem de áudio.
133 - ESCRITOR
Ao publicar meu primeiro livro, meu neto de nove anos fez uma pergunta de mercado:
− Vô, ser escritor, dá dinheiro?
No instante em que pensei, respondi:
− Faça o que te torna feliz.
134 - ESCUTAR
Em um domingo, uma mulher negra, ao entrar no shopping, foi abordada sob suspeita por um segurança da loja e foi conduzida à gerência, que não quis nem escutar a mulher.
135 - ESPANADOR
Era dia de faxina na casa. O espanador estava esquecido debaixo da
pia e ninguém sabia. A casa ficou empoeirada.
136 - ESPELHO
No meu aniversário, olhando para o espelho de dois metros de
altura, que fica no meu quarto, ouvi uma voz que dizia: Sobre o olhar vivo desse portal mediador reflete a tua autoimagem.
137 - ESPERANÇA
No inverno, numa comunidade de agricultores e apicultores, a
produção de mandioca era a sua subsistência, mas foi
atingida por um fungo que causou a podridão das raízes de toda a plantação. As
abelhas fizeram uma boa produção de mel. Foi a esperança da lavoura.
138 - ESPIRITUALIDADE
Numa
segunda-feira, cedo da manhã, Pedro andava apressado rumo ao trabalho, quando
viu na calçada um morador de rua pedindo uma ajuda. Pedro parou, pensou e deu sua
marmita para o desabrigado, que agradeceu:
−
Obrigado, moço, pela sua espiritualidade.
139 - ESTUDO
− Pegue seu livro, caderno, lápis,
borracha e vamos estudar, disse o pai.
− Mas eu não quero estudar agora! Quero
brincar! Retrucou o filho.
Após uma discussão, o menino,
chorando de raiva, estava à mesa com o pai que pensava qual futuro seria
do filho.
140 - ESTADO
Em meio a um debate na aula de história, o professor explicava que o Estado existe para proteger os cidadãos. Uma aluna pensava na mãe que recolheu o corpo do filho, morto por facção, e descobriu o verdadeiro estado do seu luto.
141 - ESTRADA
Seu Geraldo conduzia o caminhão pela estrada com tranquilidade e há três dias não dormia direito. A carga de soja precisava chegar em Recife até o amanhecer. Era tarde da noite. De repente, um clarão o fez pisar no freio bruscamente. Era uma miragem.
142 - ESTRANGEIRO
José era observado pelo atendente de migração apenas pela cor da
sua pele e pelo passaporte. Não foi acolhido. Sua mochila foi revistada em busca
de alguma irregularidade que não existia. Seu trabalho noutro país foi negado
por ser estrangeiro afrodescendente.
143 - ESTRELAS
Numa
noite de lua cheia, Maria estava deitada no gramado com o namorado, fascinada,
admirando a luz das estrelas, vendo o passado, entre as nebulosas, viajando no
tempo.
144 - ESTUDANTE
Acordou
cedo e um pouco apressado, tomou banho, bebeu um café solúvel, arrumou a
mochila e colocou o notebook e alguns livros dentro, deixou um recado escrito
sobre a mesa, subiu na moto e acelerou. Parou numa blitz e um policial abordou perguntando a profissão:
−
Sou estudante.
145 - ESTUDAR
Sentei-me à mesa e liguei o notebook. Ao lado,
uma pilha de livros para consulta. Na cozinha, uma conversa sobre o que fazer
para almoçar. Na sala, as crianças assistindo TV. O cachorro da vizinha latindo. O celular não parava de tocar. O que mais queria e tentava fazer era estudar.
146 -FACA
Numa reunião empresarial de final de ano com pessoas de diferentes
setores da vida, a conversa começou com uma pergunta:
− Para que serve a faca?
− Serve para matar – respondeu o primeiro.
− Matar? Como assim? – Indagou uma mulher, e completou:
− Não, gente, a faca serve para cortar o pão, passar manteiga,
cortar carne, verduras...
147 - FACEBOOK
Venderam vários produtos criativos pelo
Facebook no período de férias. No final, o lucro não deu nem para uma camisa, mas
a ideia gerou novos encontros.
148 - FADAS
Na noite de lua cheia, no assentamento, na casa das primas, chovia muito. Contavam histórias de fadas. As adolescentes, à luz de vela, por falta de energia, estavam sobre a cama imitando fadas e agitadas devido a uma borboleta que voava dentro do quarto. De maneira abrupta, a mãe de uma das meninas, toda de branco e com espanador na mão, abriu a porta. A borboleta espantada começou a estalar sons com as asas e apagou a vela...
149 - FAMÍLIA
Rezávamos o terço em família pontualmente às dezoito horas. O tempo mostrou que a família tradicional não estava mais presente com os mesmos costumes. Os netos entravam na velha casa com o celular na mão sem muita conversa.
150 - FARINHA
Olhei para um saco de farinha no
supermercado e imaginei o meu avô. Passou a vida inteira plantando mandioca.
Colhia, botava de molho, descascava, triturava, prensava, peneirava, torrava e
ensacava. Estava pronta a farinha. Quantos não sabem o que era a farinhada.
151 - FÉRIAS
Em uma manhã, bem cedo, nas férias de julho, em casa, eu e a minha esposa estávamos prontos para fazer uma viagem. De repente, aconteceu o que não prevíamos, começou a chover. Abri o porta-malas do carro e um raio iluminou o céu, seguido de um monstruoso trovão. O celular tocou. Com precaução do raio, entrei em casa e atendi à ligação. Era meu filho desejando uma boa viagem de férias.
152 - FILOSOFIA
O velho professor de filosofia passou a vida analisando a essência humana nos livros; morreu procurando entender por que tantas distrações digitais, enquanto pessoas morrem na miséria.
153 - FRAÇÃO
Vou entrar em ¼ para rezar ⅓ e arranjar ½ para comprar 3/6 de
laranjas.
154 F F F
- GALINHA
Num dia de domingo, numa fazenda, uma
galinha se assustou com a sua própria sombra e, com medo, agitou as outras
galinhas que saíram correndo amedrontadas de uma coisa que não existia.
- GATO
Uma adolescente, no final da tarde,
sozinha em casa, desesperada, ligou para os bombeiros:
− Alô! É dos bombeiros? Preciso urgente
tirar meu gato que ficou preso entre as paredes estreitas na casa do vizinho,
antes que a minha mãe chegue.
- GUARDA-CHUVA
Sob o guarda-chuva que não guardava a chuva, o casal dividiu o espaço, as opiniões e o sol; no ponto de ônibus, ele queimou os pés, e o o guarda-chuva ficou esquecido no chão.
- HISTÓRIA
Do jardim original ao xadrez da cidade, a terra gigante viu a cruz abafar o canto do zabelê e o ouro virar fumaça mar afora. Hoje, sob o sol tropical que ainda finge sorrir, quem outrora reinava na mata busca um quilo de comida na rua, descobrindo que a história não lhe reservou sequer uma xícara de chá.
- IDEIAS
Um cidadão da sociedade tecnológica e capitalista,
morador de rua que havia largado tudo para viver no mundo como andarilho,
dizia:
− Platão foi um filósofo grego, que
criou a teoria do Mundo das Ideias, como algo eterno e perfeito, na busca pela
verdade − e ponderou − compreendem o que
isso quer dizer para a convivência humana?
- IDOSO
Quando eu fazia pagamentos pelo
autoatendimento do banco, aconteceu que num desses dias, demorei porque tinha
que pagar todos os boletos. A minha filha, que me esperava ao lado da fila,
ouviu uma menina dizendo para a mãe:
− Ah, mãe. A fila está demorando porque
tem um idoso ainda fazendo pagamento.
- INVENÇÃO
Serei uma estrela lá no céu, como um
grão de areia que vejo aqui da Terra. Lá, estarei brilhando na imensidão,
igualzinho agora, como quem me lê nessa invenção.
- INSÔNIA
Numa noite, em meu quarto, a insônia resolveu martelar meu juízo.
- JACARÉ
No rio Amazonas, na Ilha de Marajó, vi um jacaré que ficou paralisado,
porque um pescador ofuscou com uma lanterna os olhos do animal à noite. Mas não durou nada para um ataque.
- KARAOKÊ
A família reuniu em casa os
parentes para um karaokê no dia das mães. Na hora, faltou energia.
- LABORATÓRIO
No início do ano letivo, o professor
afirmou aos discentes:
− A sala de aula é o laboratório do
pensamento.
Enquanto isso, entre os alunos havia
joguinho de papel.
- LÁPIS
O aluno, toda semana, pedia um lápis na
coordenação da escola, até que um dia passou a estudar pelo notebook.
- LÁGRIMA
Contei para a minha mãe sobre a minha
separação. Ela escutou tudo em silêncio, enquanto a lágrima escorria pelo rosto como um
caminho de uma vida.
- MACACOS
Na trilha amazônica, o garoto apontou para a copa vazia e perguntou pelos macacos. O guia, sem parar a caminhada, respondeu que sessenta por cento deles já não tinham onde morar; a família seguiu em silêncio, ouvindo apenas o eco distante de uma motosserra.
- MÃE
O menino chegou em casa cheio de
curiosidade e começou a falar abertamente, indagando:
− Sabem o que é na vida a terra, a água,
as árvores e a lua? Respondo: a mãe!
- MAL
Olhou para o corpo na terra, limpou o sangue da faca e percebeu o mal que fez.
- NAMORO
A professora combinou com a turma do 9º
ano um debate sobre namoro. Dois olhares se cruzaram e a timidez perdeu de goleada.
1 - NETO.
Voltamos do cemitério sem o meu neto de seis meses. No jardim de casa, uma borboleta pousou no meu ombro e sussurrou o nome dele.
1 - NOITE
Passei a noite vendo o tempo passar.
1 - NÚMERO
No hospital:
− Vim visitar...
− Qual é o número?
1 - OÁSIS
Na varanda de domingo, balancei a rede, fechei o livro. Dos meus pés descalços, escorreu a areia do oásis dos Lençóis Maranhenses.
1 - OLHOS
Elisa olhou para o espelho e depois
encarou Mona Lisa de Da Vinci. Seu sorriso nordestino e seus olhos negros
sustentavam o mundo.
1 - PAI
Madrugada alta no quarto. Como pai, sorri ao ler sobre os hormônios do
cuidado, enquanto ouvia, no quarto ao lado, o filho ninar o bebê com a mesma
paciência que passei.
1 - PAIXÃO
Tive uma grande paixão. O tempo passou.
Fiquei maduro.
1 - PALAVRA
Atrasei para a oficina de mímica no
Centro de Eventos. Assim que abri a porta, o instrutor apontou o dedo em minha direção e
disparou:
− Com a palavra!...
1 - PAZ
No muro estava escrito com
sangue: Paz!
1 - POESIA
Abriu o livro de poesia para resumir sua vida. Bastou uma rima para contar todo o casamento.
1 - POLÍTICA
Na dividida cidade de Esperança, onde a mídia trocou debates por agressões, um estampido seco no palanque tombou a líder da reforma agrária, executada pelas sombras de uma elite. Enquanto a multidão chorava no caixão simples do cemitério periférico sob a chuva, a direita brindava em jantares de gala, certa de que a ideia morrera por asfixia sob a terra trancada. Três dias depois, o vigia correu com olhos saltados: a lápide rachara e, de volta à praça manchada de sangue, ela discursava com o furo da bala visível no peito surrado, espalhando o pânico pela política do Congresso como uma semente viva renascida da terra.
1 - POMBO
O pombo voou até a janela, acenou,
abriu as asas e partiu.
1 - PRESO
O juiz bateu o martelo e absolveu o político dos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. No mesmo tribunal, noutro momento, a lei funcionou célere: um lavrador foi condenado e preso por raspar casca de árvore em área de preservação, cujo único crime fora tentar fazer um chá para salvar a mulher doente.
1 - QUADRA
Em período de inverno, a quadra da
escola estava alagada e os alunos improvisaram um futsal aquático. Um chute na
bola embarcou direto para o quintal do vizinho que tinha um casal de pit bull.
1 - QUADRO
No Museu do Ipiranga, o historiador explicava que Pedro Américo pintou "Independência ou Morte" em Florença, em 1888, sessenta e seis anos após o fato, assemelhando-o a Napoleão Bonaparte. Diante dos visitantes confusos, ele revelou que D. Pedro I não usava trajes oficiais, viajava em mulas e burros — mais resistentes ao terreno lamacento e íngreme — e não em cavalos. Apontando para o canto esquerdo da tela, mostrou o camponês com o carro de boi, símbolo de um povo passivo que assistia à cena ao lado de uma cocheira, enquanto o herói da Pátria, na realidade, queixava-se de fortes cólicas intestinais.
1 - RACISMO
Uma
mulher foi barrada ao entrar no shopping. O segurança esticou o braço, frio e
intransigente.
−
Não pode passar por aqui, senhora!
−
Por quê? − ela perguntou, segurando firme a alça da bolsa.
−
Prestadores de serviços de limpeza não devem passar pela loja.
−
Mas...
−
Não tem mais! − o homem cortou, elevando o tom de voz diante dos clientes que
começavam a olhar. − Você, com esse “cabelo duro”, está “escurecendo a loja”.
O chão pareceu faltar sob os pés dela, mas o orgulho falou mais alto.
−
Isso é racismo!
O
segurança cruzou os braços, adotando uma postura defensiva e cínica.
−
Como é? Está me acusando? Agora está sendo violenta. Volte para a sua região de
origem?
Ela
ergueu a cabeça, as lágrimas de humilhação transformadas em uma promessa firme
de
justiça.
−
Saiba que vou denunciar por me tratar com racismo.
Ele
soltou um riso de desdém, dando as costas como se o teto de vidro do shopping o
protegesse de tudo.
−
Será mais uma denúncia de pessoas como você. Acha que vai dar em alguma coisa?
1 - RÁDIO
Numa roda de conversa entre amigos, o mais velho do grupo tentava resgatar o passado:
− Sabia que a famosa Torre Eiffel foi curiosamente salva da demolição por se tornar uma antena de rádio para transmissões militares e públicas no início do século XX?
Olhando para a tela do celular, sem pressa de entender a história, o mais novo revidou:
− Muitos franceses pensam que essa torre parece mais um monte de ferro enferrujado, não é?
O silêncio que se seguiu na mesa deixou claro que, para os novos tempos, a utilidade de um monumento — ou de um velho — dura apenas enquanto serve de sinal.
1 - SABER
Era uma noite chuvosa numa escola da prefeitura de Fortaleza.
Um grupo de trabalho assustou-se com um raio, mas o estrondo retumbante
do trovão foi amedrontador.
Outro raio faiscou escola adentro.
− O que foi isso?
− Vai saber...
Era a luz da lanterna do vigilante que deambulava pelo corredor da
escola.
1 - SAGRADO
Andei de sala em sala, numa escola do Bom Jardim, em Fortaleza, com um
caderno na mão e uma pergunta na mente: o que é o sagrado?
Os primeiros alunos responderam com o peso da tradição: a eucaristia, a
oração fervorosa, os símbolos religiosos e os gestos de caridade. Mas o giz
parou no ar quando cheguei aos fundos da última classe. Ali, onde a realidade
aperta o estômago antes de tocar a alma, encontrei a resposta que redefiniu o
templo: o sagrado é, simplesmente, um prato de comida.
1 - SERRA
A sombra
escura da serra vista de longe lembrou-me os anos da Criação. De perto, porém,
o som das motosserras anunciava o Apocalipse.
1 - SÍLABA
Cravei na parede da gruta o meu macroestudo sobre as sílabas do português, crente de que a gramática faria brilhar nossa cultura. Cruel foi a decepção diante do analfabetismo funcional do país. Ali, um pedreiro instruído contemplou o cartaz e leu os versos sobre a promessa de um atleta afrodescendente, lesionado em um acidente, que buscava um milagre da padroeira caminhando com uma flor na mão. Naquela noite, percebi que tinha muito a aprender nas entrelinhas complexas do povo. Sob uma chuva que inundava as ruas de águas barrentas, peguei a bicicleta emprestada, ajeitei o chapéu e segui o ciclo, refletindo sobre o globo e respeitando o pluralismo de cada sílaba.
1 - SONHO
Tive um sonho. Sonhei com ex-alunos já
formados, casados e bem-sucedidos. Eu ainda não estava aposentado.
1 - TABUADA
O aluno contava nos dedos perdidamente.
− Professor, por que esse nome “tabuada”?
− Porque a palavra
"tabuada" vem de "tábua", referindo-se às tábuas de argila
ou pedra, criadas pelo filósofo grego Pitágoras para fazer seus cálculos.
O menino continuou a atividade no caderno sem entender contando nos dedos à toa.
1 - TECNOLOGIA
O cliente acariciou o aço carbono do novo veículo, sorrindo com a promessa de total isolamento. Trancado na cabine à prova de fuzil, ele não ouviu os gritos de socorro na calçada, celebrando a tecnologia que enfim o protegia da barbárie humana.
1 - ÚLTIMO
No leito de morte, no último suspiro, a
ancestral disse que via uma dimensão dinâmica e imensurável.
1 - VASO
Quando eu era menino e morava em
Olinda, minha avó usava um vaso para urinar. Depois que mudamos para Fortaleza,
vovó adoeceu e foi internada num hospital. Foi aí que aprendi a chamar o vaso
de comadre.
1 - VELÓRIO
O culto terminou e o céu de Caucaia finalmente limpou. Prometi que a pegaria se não chovesse, mas o atraso já não importava mais: o velório para o qual corríamos agora era o dela.
1 - WHATSAPP
Na hora do almoço, a mãe chamava o filho
adolescente várias vezes. Depois de algum tempo, encontrou-o no quarto enviando
mensagens pelo WhatsApp.
1 - XADREZ
O menino chegou em casa e disse para a mãe:
− Ô, mãe! O professor falou lá na escola
que vamos fazer parte da equipe do xadrez.
− Que é isso, menino? Vocês vão ser presos?!
− Não, mãe. Xadrez aqui é um jogo de
tabuleiro para duas pessoas.
1 - YAKISOBA
Chegando em casa, a avó perguntou para a neta:
− O que tem para comer?
− Yakisoba, vó.
− Só tem uma sobra? – Indagou a avó, sem entender.
− Não, vó. É macarrão.
− Ah! Vou querer a sobra mesmo.
200 - ZANGÃO
No primeiro dia de aula de ciências, a professora perguntou o que era um zangão. Uma menina disse ser um monstro brabo; outra jurou que era um garoto zangado. No fundo da sala, o menino abriu o livro e leu a definição sobre o macho e a rainha. A professora sorriu, sem saber que, na hora do recreio, seriam os punhos do garoto zangado que ensinariam a real força daquele bicho.
FÉ
Aconteceu o inesperado. A filha que sofria na UTI não resistiu. Assim que a mãe entrou o médico disse para ter fé. A filha se levantou.
FELICIDADE
Andando pelas ruas encontrei a felicidade. Hoje estou casado com ela.
FESTA
No final do ano as crianças fizeram a festa na escola ......
F: Ficha Figura Filosofia Física Flauta Flor Floresta Foca Fogo Folclore Fome Forma Formiga FRATERNIDADE Frio FUTEBOL
G: Garrafa, Garfo, Gato, Geladeira, Geografia, Girafa, GIRASSOL, Gostar, Gota, Grafite, Gramática, Grupo, Guarda, Guarda-chuva, Guerra (o absurdo que desumaniza)
H: HABILIDADE HARMONIA Helicóptero HIPOPÓTAMO Horário Horta Hospital HUMANO
I: Inclusão Interpretar, Investigar, Imagem, Idade, Ilustração, Igreja, Incêndio, INDÍGENA, Inovação, INDÚSTRIA, Irmão, Ilha, Inseto, Infância, Instagram.
J: Janela, Jangada, Jardim, Jogo, Jornal, Judô, Juntar, Justificar
K: Karma, Kiwi
L: Laranja, Leão, LEI, Leite, LEITURA, LETRA, LIBERDADE, LIMÃO, LINGUAGEM, LISTA, Livro, LIXO, Lua, LUCRO, Luta, Luto, Luz.
M: MALA, MAL-EDUCADO Mandacaru MANGA MAR Matemática MATERIAL MÉDICO MEDO MEIA MEIOAMBIENTE MELANCIA MENSAGEM MENTIRA MERENDA Mesa MISTÉRIO Modelo Morte MOTORISTA MOVIMENTO Multimídia MUNDO Museu MÚSICA
N: NÃO, NARRATIVA NATAL, NATIVO, NATUREZA, NAVIO, NEVE, NINHO, NÍVEL, NOITE, NOME, NORDESTINO, NOTÍCIA, NOVO, NUVEM.
O: OBJETO, OBSERVAR, OCEANO, Óculos, OFICINA, ONÇA, ÔNIBUS, ORAÇÃO, Orelha, OSSO, Ouvir, Ovelha, Ovo.
P: PANELA, PÃO, PAPEL, PASSATEMPO, PATO, PAU-BRASIL, PAZ, PÉ,
PEDRAS, PÉ-DE-MOLEQUE, PEIXE, PENSAR, PENTE, PERDÃO, PERIGO, PESSOA,
PETRÓLEO. PIANO, PICOLÉ, PIPA, PINTAR, PIPOCA, PLANTA, PLANETA, POBREZA,
POESIA, POETA, PONTE, PORTA, PORTUGUÊS, PRAIA, PRATO, POTE, POVO, PRAÇA,
PRODUÇÃO, PROFESSOR/A.
Q: Qualidade Quarto QUEBRA-CABEÇA Queijo Quente Quilo Química Quintal
R: RATO, Razão, RECREIO, Rede, REGRA, Relógio, RESOLVER, RESPEITO, RETRATO, REZA, RIACHO, Rima, RIO, Roda, Rosa, Rosto, RUA.
S: SAL, 200 SANGUE, SAPATO, SAPO, SAÚDE, SECA, SECRETARIA, SEGREDO, SEMÁFORO, SEMENTE, SENTIMENTO, SENTIR, SEQUÊNCIA, SERRA, SERTÃO, SEXTA-FEIRA, SILÊNCIO, SIM, SINO, SÓ, SOCIAL, SOFÁ, SOL, SOM, SORRISO, SUCO.
T: TAPETE, TARTARUGA, TATU, TELEFONE, TELEVISÃO, TEMPO, Terra, TESSOURA, Texto, TIJOLO, TINTA, Tigre, TOMATE, TRABALHO, Transporte, TRAVA-LÍNGUA, TREM, Tristeza, Tupi.
U: UMBIGO, UNHA, Unidade, UNIFORME, UNIR, UNIVERSO, Urso, URUBU, Utensílio, Utopia, Uva
V: VACA, VALOR, VELA, VELHO, VENTO, VERBO, VERDADE, VESTIDO, VIAGEM, VIDA, VINHO, VIOLÃO, VISUAL, VIVÊNCIA, VOLUME, VOTO, VOVÓ, VOZ.
W: Whisky Wi-Fi
X: XAMPU, XAROPE, XERETA, Xerife, XEROX, XÍCARA, XILOGRAVURA
Y: Yoga, YouTube
Z: Zebra, Zíper, ZOOLÓGICO, ZOMBAR, Zona. 289 (+ 11 = 300)