" ESCREVER É PRECISO "

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ESCREVENDO...



[13/05, 01:17] Domingos Oliveira:

Quando viajo de ônibus, passo o trajeto inteiro admirando as árvores frondosas

que vejo pelos

campos e louvando a Deus por sua obra magnífica.


[13/05, 07:32] serafimjonas: Um dia bom e arborizado com a arte da criação,

com a ideia de

uma viagem admirável pelos campos onde a vista alcança ou se pode sentir

naturalmente,

e com gratidão contemplar o dia e a noite, pensando que "tudo vale a pena

se a alma não é

pequena". 🌳


ALERTA DE CATÁSTROFE!!! Uma bomba a notícia que o mundo recebeu ontem!!

Já é de quase 100% a chance do super El-Nino ocorrer no final deste ano.

]Ou as autoridades se preparam ou veremos algo que nem em filme foi retratado.

ICL. Eduardo.Moreira. 16/05/202 


[13/05, 01:17] Domingos Oliveira: Quando viajo de ônibus, passo o trajeto inteiro admirando as árvores frondosas que vejo pelos campos e louvando a Deus por sua obra magnífica.


[13/05, 07:32] serafimjonas: Um dia bom e arborizado com a arte da criação, com a ideia de uma viagem admirável pelos campos onde a vista alcança ou se pode sentir naturalmente, e com gratidão contemplar o dia e a noite, pensando que "tudo vale a pena se a alma não é pequena". 🌳


ALERTA DE CATÁSTROFE!!! Uma bomba a notícia que o mundo recebeu ontem!! Já é de quase 100% a chance do super El-Nino ocorrer no final deste ano. Ou as autoridades se preparam ou veremos algo que nem em filme foi retratado. ICL. Eduardo.Moreira. 16/05/2026

segunda-feira, 6 de julho de 2026

MENSAGEM DE UM POETA AMADO ... (2026 - 202... ) - 7º Caderno

MENSAGEM DE UM POETA AMADO

... (2026 - 202... ) - 7º Caderno

(772 a 851)




772 - Maracatu do amor

(ritmo do maracatu)

 

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

 

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

 

Chegou a Nação nascente do mar

escravizados com tambor a ecoar

ergueram a bandeira Nagô Iorubá

Mãe África, estrelas te viram a navegar.

 

Guerreiros do maracatu a dançar

o samba que salva, ó salve Oxalá 

das águas profundas emerge Iemanjá

batuque alegria, zabumba, ganzá.

 

Compasso apitou, maracás e agbê 

rufa os tambores, agogô e gonguê 

na marcação o canto não pode calar

Brasil africano chacoalha o xequerê

 

O lê lê lêlê vem cantar o refrão

levanta o estandarte e ergue a mão 

abre caminho na rua a dançar 

pisa no chão como um trovão.

 

Toca o atabaque tum túmtum tumtúm 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

resiste no toque no riso e na dor

tum túmtum tumtúm tum túmtum tumtúm…



773 - Ode de um poeta

I

Ó poeta que canta as dores do mundo

ergue a voz para o alto como pássaro

reluta corajoso com o poder das palavras

combate firme o pranto dos famintos

qual rocha defensora dignifica a vida livre

e entre o céu e a terra, o rio e o mar,

depara com o sentimento mais profundo

com ecos do encanto que reivindica paz

que segue na luta contínua por onde trilha

e vai em busca da causa que te motiva

e ainda estimula o corpo como semente

que germina a seiva revigorante

envolvendo todo o sentimento

do cuidado mútuo civilizatório.

 

II

Eis o grande astuto lírico e peregrino

sutilmente gentil e austero passarinho

recebe a recompensa das escritas

contra as guerras das indiferenças

protege a amada dos sequestradores

segue o vento apesar dos perigos

recebe de volta da terra a resposta nativa

abrange teu sentimento a todo o povo

espalha a bonança em revoada

como brasa de anjos das florestas

que faz renascer a fênix resiliente

que do barro vivifica e transforma

apesar dos corações de pedra

percebe o humanismo no rosto do Outro.

 

III

Unido pela pulsação do sentimento

pelas veredas do jardim e dos cânticos

prediletos com as marcas dos passos

lembrando dos vulneráveis sobreviventes

entrelaça o mundo ao anúncio profético

rebaixando os tiranos dos tronos

guia, ó ilustre, mestre da esperança

os amantes encantados no engajamento

reconhece a existência do existente

o ser vivente em convivência

sendo acolhedor e hospitaleiro

sabendo do desapego que conforta

como o esforço do nascimento

que sente dor e alegria na dialética da vida. 



774 - Linhas de um diário

 

Abri a gaveta e comecei a vasculhar…

roupas, desejos contidos, pensamentos…

O relógio na parede não parava de me avisar o tempo infinito.

O momento é fugaz.

Descalço, solfejava uma música pela sala

fazendo uma sonoridade dos meus relatos triviais e pertinentes,

contra o vácuo dos caminhos insanos e desolados que não chegam a nenhuma praia.

Estou vivo! É óbvio!

Não como um adorno nostálgico sobre um chão ausente, silencioso e trágico.

Mas como alguém amoroso que segue um futuro incerto engolido pelo tempo.

Meu corpo fala.

Paro para falar com as plantas chuviscadas no ermo.

Penso no mundo interior e com a vontade potente.

Vejo minha caricatura no quadro como um labirinto que reflete a verdade budista do desapego.

Abro a porta de um trajeto e observo as teias que nos conectam.

Sinto o amanhecer como uma chave dos ancestrais

e uma força me faz escrever o que sustenta para nutrir a história.

Como andarilho semeador da paz sigo em frente

confrontando novas histórias.

Mas quem vai me ouvir?

 

 

 

775 - O amor é a lei

 

A sociedade humana pode ser um dia uma vida fraterna?

Entendo as complicações e as angústias. Mas enfrento aventurar.

− O amor é a lei.

Sinto a sensação de liberdade e afeto

quando ando pelo jardim entre os pássaros.

Meu coração bate pesado com a leveza das poesias.

Nunca é tarde para nada enquanto a gente vive.

Assim sendo, aposto na alteridade, não no anonimato ou na omissão,

para romper com o sistema que reduz a pessoa em coisa.

Será que não conseguimos ser do modo que se encontra no demasiadamente humano, com todo o saber e poder?

Estamos em contexto e em processo.

Não há espaço para a passividade ou neutralidade, posto que isso é uma negação existencial.

A profundidade ética, moral e radical do sujeito é o humanismo em liberdade e fraternidade,

no acolhimento com o outro e com a natureza.

Portanto, nosso alimento diário

é que na existência de cada existente

a missão é pela boa convivência.

  



776 - Amárpolis

 

Quando resolvi seguir para Amárpolis 

tomei minha decisão livremente

itinerante numa aventura de curiosidades 

buscando a sonhada felicidade

entre rios, cachoeiras e mares

existindo e vivenciando afetos 

encontrando-me com a natureza

elevando a estima e o pensamento 

sentindo a emoção no corpo inteiro

compartilhando ideias esperançosas 

mesmo com os conflitos 

que são como adubos na terra.

 

Fiz uma longa caminhada para Amárpolis

e continuo na travessia desse sentimento

em cada manhã de sol ou de chuva

descortinando cada camada da utopia

entre véus da beleza que encanta

que faz sentir o sabor e o saber da vida

guardado na viagem desse percurso 

na passagem estimulante do encontro

compreendendo o significado da essência 

tornando o imaginário em realidade 

resistindo e vivendo momentos célebres

que dão sentido a cada instante vivido.

 



777 - Poética

 

Aqui tem

amor e paixão

terra, água, fogo e ar

 

O corpo fala

a mente sente a razão 

o sentido é ser

 

Escrito no muro

a denúncia do mundo 

a de-cisão 

 

A causa é o que afeta 

se faz comoção 

transpira arte

 

A distância é quântica 

é transcendental

é tempo-espaço

 

Essa poética 

inspira o instante

a determinação


 

778 - Deleite

 

Como fico se não sentir a vida? 

Como sentir sem ficar contigo?

Não vivo sem desvendar esse mistério

sem degustar o teu corpo nu

saborear o mel de dois em um 

no leito de um rio que encontra o mar

no querer de nossas carências 

com o gosto dos abraços

no contorno suave da pele

no espaço do compasso conjugal

mapeando no toque com as mãos 

sussurrando no ouvido os segredos

descobrindo o véu do sacrário  

nos instantes de entrega total de puro deleite.




779 - Pintura

 

No teu abraço me encontro como tinta na pintura

 no tempo em que criamos a nossa arte

no tecido da pele que se une numa tela

despidos do mundo, vestidos de amor.

 

Teu olhar de estrela sonhadora

 brilha e reflete autoconfiante

em nosso espaço rastreando a paisagem

ilustra um cenário de um ateliê. 

 

Como espumas do mar desenhado na areia

escorre pelo corpo o suor desvelador

trazendo a cor do som dos sentimentos 

nos simples gestos de cuidado e carinho.

 

As horas pincelam e tingem o espaço

 concebendo à vida um momento surreal

eterniza a imagem do presente instante 

o desenho feito com as mãos amantes.




780 - Alegria 

 

Vou dizer sem receio de julgamento

menos ansiedade e mais alegria

pois a luz que brilha no olhar 

é a mesma dos olhos da paz.

 

O prazer que chega ao sentimento 

faz ecoar musicalidade ao coração 

favorece o tempo em que se vive

nos gestos simples e sutis. 

 

Uma dança começa com o andado

pelos caminhos da vida a seguir

cruza pontes com diálogo 

no embalo contente da satisfação.




781 - delírio

 

Sob a luz da lua teu corpo quente

no meu se reconhece e queima

no toque da mão que se esconde em segredo

e o corpo aspira pelas curvas excitantes

 

pulsante por dentro e por completo

cresce o sentimento

o calor

o fogo

a sede

o delírio

e o suor escorre em nossa pele

no ritmo compassado

desfazendo barreiras

tabus e defeitos

 

tua boca com a minha no escuro

tecido veludo 

suspira

numa entrega total

 

e no ápice da devora

o gozo estremece

trançado com respiração

com o fogo que faz renascer

 



782 - Viagem




domingo, 7 de junho de 2026

763 - O amor tolerante

 

O tempo que me abriga sem ter pressa

e que me afeta contigo e enlaça

caminha com nossos passos paralelos 

às vezes no silêncio de um casulo

tecendo uma história de amor tolerante

fazendo ou desfazendo outro mundo.

 

O espaço do abraço que nos cabe

no olhar esperançoso e urgente 

acolhe com paciência os sonhos

que imagino contigo perfeito

com a arte que traduz a entrega

com os contrastes de uma dança flexível.

 

A palavra dita ecoa nos gestos 

com a cor e o som de nossas linhas 

nos descobre em nosso encontro 

interliga residindo um com o outro 

segue livre com as nossas falhas 

no entendimento de ser afetuoso.