" ESCREVER É PRECISO "

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ESCREVENDO...


PERSOGANES DA HISTÓRIA E SUAS CONEXÕES...



COMO FAZER UMA INTRODUÇÃO REALISTA DE UM ROMANCE DE UMA FAMÍLIA NUMA HISTÓRIA ENVOLVENTE ENTRE CASAMENTOS, CRIAÇÃO, ESTUDOS, CONFLITOS... QUE COMEÇA EM OLINDA E FAZ UM CAMINHO ITINERANTE PELO O MUNDO PARA CONHECER OS CONTINENTES? PODE ESCREVER ESSE COMEÇO? O segredo é contrastar a solidez de um ponto de partida marcante (como o calor e a cultura de OLINDA) com a promessa de uma jornada itinerante.

Para criar uma introdução realista, o foco deve sair das grandes promessas românticas e focar nos detalhes práticos, sensoriais e cotidianos que mostram o peso real de uma mudança desse porte.      O realismo nasce do contraste entre o apego físico à terra natal e o estresse burocrático e emocional de desestruturar uma vida inteira.

Aqui está uma nova proposta de abertura, agora ambientada na atmosfera única de Olinda, focada no realismo das relações e dos preparativos.

 

Capítulo 1: O Labirinto das Ladeiras e o Chão que Se Move

O suor escorria pelo pescoço de Helena, colando os fios de cabelo na nuca, enquanto ela tentava fechar a terceira mala de lona na sala da casa na Ladeira da Misericórdia. Olinda cobrava seu preço em calor naquele final de tarde, mas o verdadeiro sufoco vinha de dentro. Pela janela aberta, o som distante de um ensaio de maracatu subia o morro, misturando-se ao barulho de fita adesiva grossa sendo puxada com força por Amaro. Ao redor deles, a casa que outrora transbordava identidade parecia despida: marcas quadradas de poeira nas paredes denunciavam os quadros já guardados, e caixas de papelão empilhadas bloqueavam a visão do mar que brilhava ao fundo.

O plano, visto no papel meses atrás, parecia uma aventura pedagógica e familiar brilhante. Na realidade crua daquela semana, parecia um erro colossal. Amaro conseguira o contrato de gestão internacional, uma oportunidade que exigiria saltar de continente em continente a cada dois anos. A decisão de levar os filhos e estruturar a vida em trânsito fora celebrada com brindes, mas agora a realidade batia à porta. Havia pilhas de históricos escolares aguardando carimbos do consulado, certificados de vacinação internacional amassados sobre a mesa e a difícil tarefa de decidir o que cabia em 23 quilos por pessoa.

— Se não despacharmos esses documentos de transferência da escola de Leo até amanhã, ele perde o ano, Amaro. Não importa se estaremos na Europa ou na Ásia — disse Helena, a voz rouca pelo cansaço, apontando para a papelada da escola do filho caçula. — A burocracia do mundo não quer saber do nosso projeto de vida.

Amaro sentou-se em uma das caixas, limpando a testa com a manga da camisa. O peso da decisão esmagava seus ombros. No quarto ao lado, o silêncio da filha mais velha era o pior dos conflitos. Às vésperas de iniciar a faculdade e vivendo o primeiro amor sério em Pernambuco, ela encarava a viagem não como uma oportunidade, mas como um exílio forçado. O casamento de Amaro e Helena, que resistira a duas décadas de rotina olindense, já começava a trincar sob a pressão de perguntas sem respostas fáceis: Como manter as raízes de uma criança que estuda cada semestre em um fuso horário? Como proteger um casamento quando o conceito de "lar" deixa de ser um endereço fixo e passa a ser uma esteira de aeroporto?

Helena caminhou até o terraço e olhou os telhados antigos das igrejas que recortavam o céu avermelhado. Ela respirou fundo o ar quente de Olinda, sabendo que aquela era a última noite em que pisaria em solo firme por muito tempo. O trânsito pelo mundo estava prestes a começar, e a família precisaria reaprender a andar sem chão.

 

Técnicas para Manter o Realismo ao Longo do Livro

A Rotina Invisível: Não foque apenas nos pontos turísticos de cada continente. Mostre o cansaço dos aeroportos, a dificuldade de achar os ingredientes certos no supermercado estrangeiro e as noites em claro tentando entender o sistema de saúde de outro país.

A Evolução dos Estudos: Em vez de focar apenas no aprendizado cultural, mostre as barreiras linguísticas reais. Um filho que era excelente aluno em Olinda pode se isolar na escola internacional por vergonha do sotaque ou por não acompanhar o ritmo em outra língua.

Conflitos Geracionais Descentralizados: Os pais querem que os filhos valorizem a oportunidade, mas os filhos sentem raiva por perderem a convivência com avós, amigos e namorados. Use essa quebra de expectativas para gerar os principais dramas da trama.

Para continuarmos construindo esse realismo, me conte:

Qual será o destino do primeiro desembarque da família após saírem de Olinda?

Qual é a idade aproximada dos filhos (para calibrar o peso dos estudos e das crises de identidade)?

Existe algum segredo ou crise pré-existente no casamento dos pais que essa viagem vai trazer à tona?

Para continuarmos construindo esse realismo, me conte:

Qual será o destino do primeiro desembarque da família após saírem de Olinda?

Qual é a idade aproximada dos filhos (para calibrar o peso dos estudos e das crises de identidade)?

Existe algum segredo ou crise pré-existente no casamento dos pais que essa viagem vai trazer à tona?

 



COMO COMEÇAR UM ROMANCE DE UMA FAMÍLIA NUMA HISTÓRIA ENVOLVENTE ENTRE CASAMENTOS, CRIAÇÃO, ESTUDOS, CONFLITOS... QUE COMEÇA EM RECIFE E FAZ UM CAMINHO ITINERANTE PELO O MUNDO PARA CONHECER OS CONTINENTES? PODE ESCREVER ESSE COMEÇO?

Para começar um romance épico e multigeracional com essa magnitude, a abertura precisa ancorar o leitor nas raízes da família antes de lançá-los ao mundo. O segredo é contrastar a solidez de um ponto de partida marcante (como o calor e a cultura de Recife) com a promessa de uma jornada itinerante.

Aqui está uma proposta de abertura para a sua história, focando na atmosfera, nas expectativas familiares e no prenúncio da grande viagem.


Capítulo 1: O Peso do Chão e o Apelo do Horizonte

A brisa do Atlântico que sobrava na Praia de Boa Viagem trazia o cheiro de sal, de asfalto quente e da incerteza que rondava a família Cavalcanti. Da janela do casarão antigo no bairro das Graças, o som do trânsito de Recife misturava-se ao canto dos bem-te-vis e ao eco de uma discussão que já durava semanas. Sobre a mesa de jacarandá da sala de jantar, não mudavam os pratos de bolo de rolo ou as xícaras de café; mudavam os mapas, os passaportes e as ementas escolares traduzidas para três idiomas.

Para Amaro, o patriarca, Recife não era apenas a cidade onde nascera; era o chão onde fincara suas raízes, seus negócios e o casamento de duas décadas com Helena. No entanto, o mundo havia batido à porta deles na forma de uma oportunidade irrecusável — e assustadora. A proposta de consultoria internacional exigia que Amaro cruzasse oceanos, mas Helena impôs uma condição que mudaria o destino de todos: a família não seria deixada para trás. Eles iriam juntos. Não como turistas, mas como errantes, transformando a criação dos três filhos e os estudos deles em uma sala de aula sem paredes, espalhada pelos continentes.

— Não podemos educar nossos filhos dentro de malas, Helena! — a voz de Amaro ecoou, pausada pelo peso da responsabilidade. — Onde ficam os exames? Os amigos? O casamento de nossa filha mais velha, que mal começou a ser planejado?

Helena aproximou-se da janela, olhando para as águas do Rio Capibaribe que cortavam a cidade. Ela sabia do risco. Sabia que conflitos explodiriam a cada nova fronteira, que a identidade dos filhos seria testada e que a própria relação com Amaro seria levada ao limite em quartos de hotel e fusos horários confusos. Mas ela via além.

— Os casamentos resistem ao movimento, Amaro. O que destrói uma família é a estagnação — respondeu ela, virando-se com os olhos firmes. — O mundo está mudando rápido demais. Se não os levarmos para conhecer a América, a Europa, a Ásia... eles serão estrangeiros no próprio futuro.

No quarto ao lado, os livros didáticos dividiam espaço com mochilas de lona. A contagem regressiva havia começado. Dali a um mês, o chão firme de Pernambuco seria substituído pela imensidão do céu, e os Cavalcanti iniciariam a maior e mais turbulenta jornada de suas vidas.


Estrutura para os Próximos Passos

Para dar continuidade a essa história envolvente, você pode estruturar os conflitos centrais da seguinte forma:

·         Casamentos em Xeque: Use a distância da terra natal para testar os relacionamentos. Um casamento jovem pode balançar com a falta de rotina, enquanto o casamento dos patriarcas enfrenta o desgaste do cansaço físico e cultural.

·         Estudos e Criação: Mostre o choque cultural na prática. Os filhos aprendendo história viva na Europa ou economia nos mercados da Ásia, mas sofrendo para se adaptar a diferentes metodologias e exames internacionais.

·         Os Conflitos de Identidade: À medida que a família viaja (por exemplo: saindo do Brasil para a Argentina, seguindo para a Europa e depois África), os filhos começam a questionar onde é o "lar" deles, gerando atritos com os pais que tentam manter as tradições recifenses acesas.

Para eu ajudar a detalhar o próximo capítulo, me conte:

·         Qual é o primeiro continente ou país que eles vão visitar logo após saírem do Brasil?

·         Quantos filhos o casal tem e qual a idade deles (para definir os conflitos de estudos e romance)?

·         Você prefere um tom mais dramático e focado nos segredos de família ou mais focado nas descobertas culturais?




[13/05, 01:17] Domingos Oliveira:

Quando viajo de ônibus, passo o trajeto inteiro admirando as árvores frondosas

que vejo pelos

campos e louvando a Deus por sua obra magnífica.


[13/05, 07:32] serafimjonas: Um dia bom e arborizado com a arte da criação,

com a ideia de

uma viagem admirável pelos campos onde a vista alcança ou se pode sentir

naturalmente,

e com gratidão contemplar o dia e a noite, pensando que "tudo vale a pena

se a alma não é

pequena". 🌳


ALERTA DE CATÁSTROFE!!! Uma bomba a notícia que o mundo recebeu ontem!!

Já é de quase 100% a chance do super El-Nino ocorrer no final deste ano.

]Ou as autoridades se preparam ou veremos algo que nem em filme foi retratado.

ICL. Eduardo.Moreira. 16/05/202 


[13/05, 01:17] Domingos Oliveira: Quando viajo de ônibus, passo o trajeto inteiro admirando as árvores frondosas que vejo pelos campos e louvando a Deus por sua obra magnífica.


[13/05, 07:32] serafimjonas: Um dia bom e arborizado com a arte da criação, com a ideia de uma viagem admirável pelos campos onde a vista alcança ou se pode sentir naturalmente, e com gratidão contemplar o dia e a noite, pensando que "tudo vale a pena se a alma não é pequena". 🌳


ALERTA DE CATÁSTROFE!!! Uma bomba a notícia que o mundo recebeu ontem!! Já é de quase 100% a chance do super El-Nino ocorrer no final deste ano. Ou as autoridades se preparam ou veremos algo que nem em filme foi retratado. ICL. Eduardo.Moreira. 16/05/2026

segunda-feira, 6 de julho de 2026

MENSAGEM DE UM POETA AMADO ... (2026 - 202... ) - 7º Caderno

MENSAGEM DE UM POETA AMADO

... (2026 - 202... ) - 7º Caderno

(772 a 851)



772 - Maracatu do amor

(ritmo do maracatu)

 

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

 

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

 

Chegou a Nação nascente do mar

escravizados com tambor a ecoar

ergueram a bandeira Nagô Iorubá

Mãe África, estrelas te viram a navegar.

 

Guerreiros do maracatu a dançar

o samba que salva, ó salve Oxalá 

das águas profundas emerge Iemanjá

batuque alegria, zabumba, ganzá.

 

Compasso apitou, maracás e agbê 

rufa os tambores, agogô e gonguê 

na marcação o canto não pode calar

Brasil africano chacoalha o xequerê

 

O lê lê lêlê vem cantar o refrão

levanta o estandarte e ergue a mão 

abre caminho na rua a dançar 

pisa no chão como um trovão.

 

Toca o atabaque tum túmtum tumtúm 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

resiste no toque no riso e na dor

tum túmtum tumtúm tum túmtum tumtúm…

 

 

 

773 - Ode de um poeta

I

Ó poeta que canta as dores do mundo

ergue a voz para o alto como pássaro

reluta corajoso com o poder das palavras

combate firme o pranto dos famintos

qual rocha defensora dignifica a vida livre

e entre o céu e a terra, o rio e o mar,

depara com o sentimento mais profundo

com ecos do encanto que reivindica paz

que segue na luta contínua por onde trilha

e vai em busca da causa que te motiva

e ainda estimula o corpo como semente

que germina a seiva revigorante

envolvendo todo o sentimento

do cuidado mútuo civilizatório.

 

II

Eis o grande astuto lírico e peregrino

sutilmente gentil e austero passarinho

recebe a recompensa das escritas

contra as guerras das indiferenças

protege a amada dos sequestradores

segue o vento apesar dos perigos

recebe de volta da terra a resposta nativa

abrange teu sentimento a todo o povo

espalha a bonança em revoada

como brasa de anjos das florestas

que faz renascer a fênix resiliente

que do barro vivifica e transforma

apesar dos corações de pedra

percebe o humanismo no rosto do Outro.

 

III

Unido pela pulsação do sentimento

pelas veredas do jardim e dos cânticos

prediletos com as marcas dos passos

lembrando dos vulneráveis sobreviventes

entrelaça o mundo ao anúncio profético

rebaixando os tiranos dos tronos

guia, ó ilustre, mestre da esperança

os amantes encantados no engajamento

reconhece a existência do existente

o ser vivente em convivência

sendo acolhedor e hospitaleiro

sabendo do desapego que conforta

como o esforço do nascimento

que sente dor e alegria na dialética da vida. 




774 - Linhas de um diário

 

Abri a gaveta e comecei a vasculhar…

roupas, desejos contidos, pensamentos…

O relógio na parede não parava de me avisar o tempo infinito.

O momento é fugaz.

Descalço, solfejava uma música pela sala

fazendo uma sonoridade dos meus relatos triviais e pertinentes,

contra o vácuo dos caminhos insanos e desolados que não chegam a nenhuma praia.

Estou vivo! É óbvio!

Não como um adorno nostálgico sobre um chão ausente, silencioso e trágico.

Mas como alguém amoroso que segue um futuro incerto engolido pelo tempo.

Meu corpo fala.

Paro para falar com as plantas chuviscadas no ermo.

Penso no mundo interior e com a vontade potente.

Vejo minha caricatura no quadro como um labirinto que reflete a verdade budista do desapego.

Abro a porta de um trajeto e observo as teias que nos conectam.

Sinto o amanhecer como uma chave dos ancestrais

e uma força me faz escrever o que sustenta para nutrir a história.

Como andarilho semeador da paz sigo em frente

confrontando novas histórias.

Mas quem vai me ouvir?

 

 

 

775 - O amor é a lei

 

A sociedade humana pode ser um dia uma vida fraterna?

Entendo as complicações e as angústias. Mas enfrento aventurar.

− O amor é a lei.

Sinto a sensação de liberdade e afeto

quando ando pelo jardim entre os pássaros.

Meu coração bate pesado com a leveza das poesias.

Nunca é tarde para nada enquanto a gente vive.

Assim sendo, aposto na alteridade, não no anonimato ou na omissão,

para romper com o sistema que reduz a pessoa em coisa.

Será que não conseguimos ser do modo que se encontra no demasiadamente humano, com todo o saber e poder?

Estamos em contexto e em processo.

Não há espaço para a passividade ou neutralidade, posto que isso é uma negação existencial.

A profundidade ética, moral e radical do sujeito é o humanismo em liberdade e fraternidade,

no acolhimento com o outro e com a natureza.

Portanto, nosso alimento diário

é que na existência de cada existente

a missão é pela boa convivência.

  

 

 

776 - Amárpolis

 

Quando resolvi seguir para Amárpolis 

tomei minha decisão livremente

itinerante numa aventura de curiosidades 

buscando a sonhada felicidade

entre rios, cachoeiras e mares

existindo e vivenciando afetos 

encontrando-me com a natureza

elevando a estima e o pensamento 

sentindo a emoção no corpo inteiro

compartilhando ideias esperançosas 

mesmo com os conflitos 

que são como adubos na terra.

 

Fiz uma longa caminhada para Amárpolis

e continuo na travessia desse sentimento

em cada manhã de sol ou de chuva

descortinando cada camada da utopia

entre véus da beleza que encanta

que faz sentir o sabor e o saber da vida

guardado na viagem desse percurso 

na passagem estimulante do encontro

compreendendo o significado da essência 

tornando o imaginário em realidade 

resistindo e vivendo momentos célebres

que dão sentido a cada instante vivido.

 



777 - Poética

 

Aqui tem

amor e paixão

terra, água, fogo e ar

 

O corpo fala

a mente sente a razão 

o sentido é ser

 

Escrito no muro

a denúncia do mundo 

a de-cisão 

 

A causa é o que afeta 

se faz comoção 

transpira arte

 

A distância é quântica 

é transcendental

é tempo-espaço

 

Essa poética 

inspira o instante

a determinação


 

778 - Deleite

 

Como fico se não sentir a vida? 

Como sentir sem ficar contigo?

Não vivo sem desvendar esse mistério

sem degustar o teu corpo nu

saborear o mel de dois em um 

no leito de um rio que encontra o mar

no querer de nossas carências 

com o gosto dos abraços

no contorno suave da pele

no espaço do compasso conjugal

mapeando no toque com as mãos 

sussurrando no ouvido os segredos

descobrindo o véu do sacrário  

nos instantes de entrega total de puro deleite.

 

 

 

779 - Pintura

 

No teu abraço me encontro como tinta na pintura

 no tempo em que criamos a nossa arte

no tecido da pele que se une numa tela

despidos do mundo, vestidos de amor.

 

Teu olhar de estrela sonhadora

 brilha e reflete autoconfiança 

em nosso espaço rastreando a paisagem

ilustra um cenário de um ateliê. 

 

Como espumas do mar desenhado na areia

escorre pelo corpo o suor desvelador

trazendo a cor do som dos sentimentos 

nos simples gestos de cuidado e carinho.

 

As horas pincelam e tingem o espaço

 concebendo a vida um momento surreal

eterniza a imagem do presente instante 

o desenho feito com as mãos amantes.

 



780 - Alegria 

 

Vou dizer sem receio de julgamento

menos ansiedade e mais alegria

pois a luz que brilha no olhar 

é a mesma dos olhos da paz.

 

O prazer que chega ao sentimento 

faz ecoar musicalidade ao coração 

favorece o tempo em que se vive

nos gestos simples e sutis. 

 

Uma dança começa com o andado

pelos caminhos da vida a seguir

cruza pontes com diálogo 

no embalo contente da satisfação.

 



781 - delírio

 

Sob a luz da lua teu corpo quente

no meu se reconhece e queima

no toque da mão que se esconde em segredo

e o corpo aspira pelas curvas excitantes

 

pulsante por dentro e por completo

cresce o sentimento

o calor

o fogo

a sede

o delírio

e o suor escorre em nossa pele

no ritmo compassado

desfazendo barreiras

tabus e defeitos

 

tua boca com a minha no escuro

tecido veludo 

suspira

numa entrega total

 

e no ápice da devora

o gozo estremece

trançado com respiração

com o fogo que faz renascer

 

 

 

782 - Viagem

 

Pelas trilhas fantásticas tracei um mapa

num corpo alado ergui o voo pelo vento

em mistério que encanta o olhar

navegante entre as paisagens

no reino de rios e mares 

onde o castelo é a floresta

e as flores falam e ensinam a amar

cantando com os pássaros.

 

Descobri o manto da viagem

segui pela terra dos encantos 

cruzei fronteiras com o teu olhar

contemplando a beleza com o teu abraço 

dando voltas nos contratempos

bailando descalço na areia da rua

cantarolando os dias vencidos

desenhando o rumo no esboço do sentido.

 



783 - Ame a si mesmo 

 

Ame a si mesmo

só se sente amado quando se ama a si mesmo

assim nasce em silêncio

ou nas palavras livres o que somos 

e pelo que somos amamos 

na travessia do instante da vida 

no tempo do sopro da existência 

no sentimento concreto do encontro

sem fingimento

sem fuga

mas com profundidade 

no acontecimento que afeta pelo olhar

pelo ato desapegado

pela busca do que se quer por inteiro.

 

 

 

784 -