" ESCREVER É PRECISO "

sábado, 31 de julho de 2021

POESOFIA

 VERDADE REAL 



O conhecimento lógico das coisas como são

é inseparável daquilo que buscamos 

e conhecemos como verdade real.


Em nosso contexto moderno

simbolicamente marcado

com vários sugnificados,

encontramos o dilema humano 

da verdade real

entre o bem e o mal.


A ideia que temos da realidade

reúne as relações internas e externas 

que percebemos e passamos a conhecer 

e a entender como verdade real.

(Abril/2014)




terça-feira, 29 de junho de 2021

POESOFIA

 MEMÓRIA REVOLUCIONÁRIA




A minha memória revolucionária 

diz que assim como é necessário alimentar a carne,

também é preciso alimentar o espírito e o sentimento. 


Que aquilo que não foi para mim no tempo oportuno,

não era para ter sido, (talvez).


Que o sentimento de amor na carne humana

é o caminho transformador da história.


Que uma histótia em comum entre duas pessoas 

une mais no amor, 

independente do tempo e do espaço. 


Que uma pessoa pode dizer algo de si 

sem realmente ser o que é.


Que o poder que temos de ter as coisas 

nunca satisfaz o orgulho e a ganância do ser.


Que a fala é uma prática enraizada ao pensamento.

Ao contrário disso é pura incoerência.


Que o maior poder investido no ser humano

é pleno: a liberdade.


Que a meta da nossa missão na Terra 

é sermos felizes. 

Por que nada é por acaso.


Que a vida reúne carne, espírito e sentimento.

Além disso, somos mais que nossas vontades e desejos.

(Abril/2014)

segunda-feira, 31 de maio de 2021

POESOFIA

 SÍNTESE DO NOSSO EU




Às vezes a falta de um sentido já é um sentido.

Outras vezes o poder cria condições já em processo de extinção.

E o que sobra são as boas lembranças.

O que fica é o amor.

Esta é a esperança real.

O desespero é o grito dos abatidos.

Somos o resumo do substrato da síntese do nosso eu.

Nossa relação é a relação com o todo,

numa estrutura que possibilita tornar o que o que somos

e o que pretendemos ser.

Somos em nossa originalidade um ser para a plenitude.

 Pleno de quê?

Cabe a cada um ser em seu ser,

tornar-se em seu porvir.

Somos no que ocupamos

em nosso tempo e espaço.

Para tanto usamos uma linguagem própria

e de forma mais evoluída - a tecnologia.

O que ganhamos em vida

perdemos também com ela.

O oxigênio que vitaliza também mortaliza.

Somos um sopro de vida

essencialmente necessários.

A vida é o que é possível ser 

e em realização contínua.

 O nosso eu é realizando-se em contínuo constante.

Tornamos o que pretendemos ser

sendo o mesmo

em movimento dinâmico 

sem saír de si.

Nos conhecemos mais  quando saimos de nós mesmos

para nos encontrarmos.

O que nos resta, então?

O nosso dilema consta

no entendimento da realidade exterior

 com a interioridade do eu coletivo

em conexão com o todo.

Além disso,

sobram as concepções morais.

(Março/2014)

sexta-feira, 30 de abril de 2021

POESOFIA

 VIVER É APRENDER EM SENTIDO PLENO




Viver é aprender a ser melhor 

em favor da própria vida,

entendendo que a vida

é tudo o que existe

e que serve para o sustento 

na convivência

em sentido pleno.

(Março/2014)

quarta-feira, 31 de março de 2021

POESOFIA

 FEITO NÃO SERÁ DESFEITO ?




O que já foi feito não será desfeito?

Tudo é trasnformado.

O que importa é o significado,

o sentido de ter realizado: 

a criação do mundo;

a concepção da vida;

um ato violente;

um ato de amor;

a paz ou aguerra.

A consciência responsabiliza nossas atitudes.

Não fazemos nada por acaso.

Até o descuidado que agir por instinto cai no julgo da lei.

Cada um é a sua ação.

O começo é a causa radical de toda ação.

 Cada um é um começo.

Tudo veio de um começo.

Estamos sempre recomeçando como algo novo.

Nada começa por acaso.

Uma simples bactéria ou vírus se multiplica a partir de algo

e faz o que tem de fazer e está feito.

Feito não será desfeito?

Não será mesmo?

Tudo é transformado.

Viemos da terra e à terra voltaremos.

Pelo que fazemos é como nos descobrimos

e como nos reconhecemos

para sermos autoconfiantes.

(Fevereiro/2014)

domingo, 28 de fevereiro de 2021

POESOFIA

 VIVER É ESCOLHER




Não escolhi nascer

por não ser o autor do princípio.

Mas escolhi viver a vida

que a mim foi concebida.

Viver é escolher por uma vontade e uma necessidade

que encoraja a consciência 

a tomar uma decisão

que toca o sentimento.

Escolher viver

é eticamente uma inquietação

que nos faz assegurar na corda da esperança.

Viver é uma escolha perigosa

com sedução e desespero,

amor e ódio,

paz e guerra...

Quem vive pode não ter escolhido viver,

pois quem escolhe viver

se apaixona pela vida e vida plena.

Quem não ama não vive.

Escolher viver é sentir o outro

 na convivência fraterna. 

Viver é escolher um caminho para seguir

porque a vida é caminho do próprio ser 

que se constrói na história.

Viver não é um corpo que anda à toa.

É uma escolha livre

de algo que sabe com consciência

e luta por uma causa

em favor da sociedade humana e humanizada.

Viver não é uma prisão moral de nenhuma instituição.

Escolher é viver!

Quem escolhe já processa seu estilo de vida.

Nascer requer esforço,

 e assim, viver é o esforço contínuo.

É um renascer no conviver amplo e pleno.

Viver é escolher ser o humano que é,

limitado e aberto às diferentes culturas.

Viver é escolher o que se busca para ser feliz

sem excluir o outro.

(Fevereiro/2014)

domingo, 31 de janeiro de 2021

POESOFIA

 CONHECER PARA SER





Conhecer, fazer, conviver e ser:

fenômenos da nossa estruturação.

São fundamentos da nossa essência,

e na essência deste fundamento 

existimos e vivenciamos, 

e acima de tudo,

transcendemos

no encontro com a verdade

que nos torna conscientemente livres.

E na liberdade somos 

reveladores da felicidade,

presença viva repleta de possibilidades.

Somos no tempo em conexão com o todo e por inteiro.

Aparecemos como somos e além do que parecemos.

Parecemos sem ser o que aparecemos no mundo.

Nossa presença viva na terra

é singular e original

e é o que nos faz conhecer.

Desvelamos o mundo quando 

desvelamos a nós mesmos.

E nisto está a verdade,

cravada na memória,

nunca esquecida.

Falamos o que sentimos,

expressamos o que somos

e assim assumimos o nosso ser

temporal e metafísico.

Caminhamos como pensamos

com um sentido e uma direção.

Convivemos, querendo ou não, 

em relações

interdependentes

e com diversidade.

Exterioramos o nosso interior

identificando um lugar de pertença.

Somos com uma finalidade

na própria infinitude do ser.

(Fevereiro/2014)