" ESCREVER É PRECISO "

domingo, 28 de fevereiro de 2021

POESOFIA

 VIVER É ESCOLHER




Não escolhi nascer

por não ser o autor do princípio.

Mas escolhi viver a vida

que a mim foi concebida.

Viver é escolher por uma vontade e uma necessidade

que encoraja a consciência 

a tomar uma decisão

que toca o sentimento.

Escolher viver

é eticamente uma inquietação

que nos faz assegurar na corda da esperança.

Viver é uma escolha perigosa

com sedução e desespero,

amor e ódio,

paz e guerra...

Quem vive pode não ter escolhido viver,

pois quem escolhe viver

se apaixona pela vida e vida plena.

Quem não ama não vive.

Escolher viver é sentir o outro

 na convivência fraterna. 

Viver é escolher um caminho para seguir

porque a vida é caminho do próprio ser 

que se constrói na história.

Viver não é um corpo que anda à toa.

É uma escolha livre

de algo que sabe com consciência

e luta por uma causa

em favor da sociedade humana e humanizada.

Viver não é uma prisão moral de nenhuma instituição.

Escolher é viver!

Quem escolhe já processa seu estilo de vida.

Nascer requer esforço,

 e assim, viver é o esforço contínuo.

É um renascer no conviver amplo e pleno.

Viver é escolher ser o humano que é,

limitado e aberto às diferentes culturas.

Viver é escolher o que se busca para ser feliz

sem excluir o outro.

(Fevereiro/2014)

domingo, 31 de janeiro de 2021

POESOFIA

 CONHECER PARA SER





Conhecer, fazer, conviver e ser:

fenômenos da nossa estruturação.

São fundamentos da nossa essência,

e na essência deste fundamento 

existimos e vivenciamos, 

e acima de tudo,

transcendemos

no encontro com a verdade

que nos torna conscientemente livres.

E na liberdade somos 

reveladores da felicidade,

presença viva repleta de possibilidades.

Somos no tempo em conexão com o todo e por inteiro.

Aparecemos como somos e além do que parecemos.

Parecemos sem ser o que aparecemos no mundo.

Nossa presença viva na terra

é singular e original

e é o que nos faz conhecer.

Desvelamos o mundo quando 

desvelamos a nós mesmos.

E nisto está a verdade,

cravada na memória,

nunca esquecida.

Falamos o que sentimos,

expressamos o que somos

e assim assumimos o nosso ser

temporal e metafísico.

Caminhamos como pensamos

com um sentido e uma direção.

Convivemos, querendo ou não, 

em relações

interdependentes

e com diversidade.

Exterioramos o nosso interior

identificando um lugar de pertença.

Somos com uma finalidade

na própria infinitude do ser.

(Fevereiro/2014)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

POESOFIA

 O  ATO



O ato de pensar e falar

significa subjetividade e objetividade.

O ato de conhecer 

conduz à verdade e identifica o sentido.

O ato intuitivo

inicia o conhecimento dedutivo.

O ato intencional

pode ser inclusivo ou exclusivo.

 O ato de ler e escrever 

demonstra o ser cognitivo.

O ato de perceber 

requer maior sensibilidade.

O ato de transformar 

induz a mudança.

O ato de meditar 

faz crer um novo modo de ver.

O ato de viver

plenifica na convivência. 

O ato de amar

se dá na relação com o outro. 

(Fevereiro/2014)










sexta-feira, 20 de novembro de 2020

POESOFIA

 AG DG



Nasci antes do google (AG)
e estou sobrevivendo depois do google (DG)
e sei  que dificilmente pensamos no que falamos
                                                                  e assim agimos,
outras vezes, agimos sem pensar e só falamos.
Nossos pensamentos são asas 
para a essência do infinito,
assim como nossos pés são raízes 
que fundamentam no limite do chão.
Não somos uma margem,
somos horizontes em expansão.
Em tudo que você faz, faça pleno.

(Janeiro/2014)


 







sábado, 31 de outubro de 2020

POESOFIA

 A VONTADE




A vontade pode ter duas vertentes 

entre o verdadeiro e o falso,

sem negar a origem das convicções,

das interpretações do pensamento humano.

E mesmo negando, 

vejo que algo se afirma

entre tantas contradições.

E de tudo o que já se falou,

ainda proclamam nas praças ou em leis,

os valores para a sobrevivência .

E por mais que se tenha boa vontade

- e disso o inferno está cheio - 

queira-me ouvir, portanto,

que o demasiadamente humano,

se aproxima do amor ao próximo.

Apesar de todo esforço e cansaço,

tudo tem uma finalidade.

Na vontade de viver está a vontade de conhecer,

de ser livre, de amar e ser feliz.

Ouçam, ainda, não devaneie numa perfeição do porvir,

mas em nome da vida e da felicidade

é que devemos ser.

Fazes pleno o que tens de fazer.

Basta! Basta de opressão! 

Por que ainda há tanta humilhação?

Somos pequenos, mas somos intensos.

Diante da totalidade o que é o nada?

O vir-a-ser é uma vontade.

A causa da esperança é a vontade de viver.

(Janeiro/2014)




  

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

POESOFIA

POESOFILOLOGIA




Por que a casa não é com "z"?

E assim a asa, a brasa, a frase, a fase, a mesa, o quase, a rosa, o uso, o vaso, o exame, o êxodo, o êxito, e muito mais.

Por que o "g" e o "j"

se confundem com geleia, jiboia e jerimum.

Podendo ser o "g" para gabarito, goiaba, guaraná... E por aí vai.

E o "j" para jabá, jacaré, joalheiro, jumento... E assim por diante.

E o "x" de xícara, xadrez, xeleléu, xodó, xixi, enxame, baixo, caixa, faixa, lixa, maxixe... 

Poderia ser de uso só dos cálculos matemáticos. 

Não usamos "x" em chá, chácara, chapéu, cheiro, chiado, chibata, chicote, choro, chuva, chuchu...

Ou em acho, agachado, bacharelado, facho, lanche etc.

E por que o hífen?

Em arco-íris, couve-flor, para-choque, latino-americano, super-homem, inter-religioso, mal-educado, bem-aventurado, ex-diretor, pré-escola, e tantos mais...

E no caso do "ç"

temos o abraço, o endereço, a graça, o laço, a roça, a força, o cansaço, a dança, o coração, a benção... 

E isto se parece com o uso do "ss" no caso de pássaro, confesso, passa, amasso, massa, fossa, isso, osso, vosso, nosso... 

Como saber da língua se depois dos "MSNs" em celular e facebook se escreve abreviando (escreviando): "20 busk em kza pq vc é d+... kkkkkk".     

(Dezembro/2013)

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

POESOFIA

VIDEO-POEMA





O sol no solo reflete a luz
que ilumina com fogo e conduz.

A terra iluminada floresce
girando no universo que cresce.

A água do jarro terrestre
revigora, anima, alimenta e veste.

O ar que respiramos vitaliza
como hálito e sopro de vida.

Borboletas pousam nas árvores
semeando para ricos e pobres.

Das casas saem famílias 
em busca de pão e poesia.

Crianças e jovens estudam nas escolas 
enquanto outras vivem nos sinais cheirando cola.

Em um palanque fala um político
próximo de uma igreja onde prega um bispo.

Uma multidão protesta na praça
ao som dos tambores, com beijos e abraços.

Uma criança nasce na multidão
reúne-se em círculo a população.

(Dezembro/2013)