" ESCREVER É PRECISO "

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

POESOFIA

LIMITE


O céu é um imenso casulo 
que nos exige tecer a teia da vida.
E a ideia que se tem é de uma imagem e semelhança 
como um ponto de igualdade entre os vivos.
Nada na Terra é eterno 
e o limite de espírito humano reside em si mesmo.
No fim de tudo há muita contradição
mas tudo converge para o mesmo ponto. 


(Fevereiro/2013)

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POESOFIA

PRECIPITADO


Tudo está comigo e às vezes é nada.
E o problema passa a ser solução.

Em minhas palavras precipitadas
se encontram novas ações
que repenso e me faz refazer renovado.

 As mensagens da vida requerem silêncio
e eu me calo quando não penso
para ouvir até o que não quero.

Desaprovado por uma situação
ou ressentido na mente e no coração
precipita a fala apressada e imediata.

Na confusão do pensamento tudo é momento
e esquece-se da razão
de um simples ser vivente.

Tem muita gente que se precisasse de esforço
para respirar
não vivia.

Tudo está comigo e às vezes é nada
e o problema passa a ser solução.


(Janeiro/2013)

sábado, 10 de novembro de 2018

POESOFIA

INTUIÇÃO REAL


Somos uma intuição real e sensível,
a lógica viva de todo o pensamento
que busca saber a verdade
válido em todos os conhecimentos.
E na arte de pensar a vida
em combate as desilusões sofridas
ou qualquer conceito vazio
jaz o ser como objeto de si mesmo
que tudo investiga.


(Janeiro/2013)


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POESOFIA


UM


UM é o todo que em sua totalidade nos une
e sendo assim, somos UM como numa só carne,
unidos desde o princípio e para a eternidade
formando o único todo que reúne.
UM somos todos e tudo por inteiro,
numa unidade completa e indivisível,
íntegro, uno, único, e unido.
O sentido pleno do ser verdadeiro.

(Janeiro/2013)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

POESOFIA




PURA INTUIÇÃO



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O poeta é o empírico da pura intuição
mergulhado na realidade dos conceitos
na forma ordenada de ser e saber entre o espaço e o tempo.

O ser é estético em sua existência
articulado em dimensões entre o céu e a terra
e em movimento dinâmico com sentido e valor.

Somos a externalidade da eternidade
como sujeitos objetivos e subjetivos
no tempo-espaço que toma forma.

Viver é o desafio da existência
que transcende no tempo e no espaço
de forma fecunda, verdadeira e bela.

A realidade ideal é uma utopia
como algo a ser admirado e alcançado
é a ideologia subjetiva do ser em vida.

A validade e o fundamento de nosso ser 
é esclarecido na convivência com nosso próximo
na relação sensível da realidade.

Como intuir a si mesmo se não pelo nosso caminho?
Como alcançar a dimensão transcendente se não a partir do eu?
se não, por que vivemos?


(Dezembre/2012)

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

POESOFIA


CAUSA E EFEITO


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Experiência gera conhecimento.
Assim somos vivenciamento.
E com todo o entendimento 
percebemos o ensinamento.
Conhecimento gera experiência.
Assim é nossa existência.
E em toda nossa essência
se encontra inata a ciência.
Conhecemos para a liberdade
eis a grande verdade
da pura imortalidade.
 Ajuizamos vários conceitos,
criamos nossos preceitos,
sintetizamos causa e efeito.


(Dezembre/2012)

POESOFIA

PURO  E  PRÁTICO


O que é puro não é prático.
O que é prático não é puro.
Mas é possível de julgamento.
Nisto reside a razão e o sentimento.

O raciocínio se ocupa do espaço e do tempo
como formas do próprio ser,
que deduz e intui o conhecimento
relacionando conceitos e realidade.

A realidade é cheia de contradições
entre o pensamento, o conhecimento e a ação.
E diante da existência
nos questionamos por uma finalidade.

Nossos costumes convivem com uma moral
e com isto analisamos nossa liberdade,
criamos leis contra a imortalidade,
com a natureza empírica da felicidade.

Agimos por um motivo essencial
de sermos do bem, e como tal,
sermos plenos de forma natural
revelando o ser transcendental.

O revelado ser que somos
demonstra que o mistério tem nome
que ressurge entre o real e o ideal
na imagem do belo e do sublime.

Julgamos entre o puro e o prático
numa reflexão crítica e poética
entre o sentimento e a razão
nos caminhos da intuição e da dedução.


[ Com base na Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant]

(Dezembro/2012)