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segunda-feira, 6 de julho de 2026

MENSAGEM DE UM POETA AMADO ... (2026 - 202... ) - 7º Caderno

MENSAGEM DE UM POETA AMADO

... (2026 - 202... ) - 7º Caderno

(772 a 851)



772 - Maracatu do amor

(ritmo do maracatu)

 

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

 

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

TUM túmtum tumtúm TUM túmtum tumtúm

 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

 

Chegou a Nação nascente do mar

escravizados com tambor a ecoar

ergueram a bandeira Nagô Iorubá

Mãe África, estrelas te viram a navegar.

 

Guerreiros do maracatu a dançar

o samba que salva, ó salve Oxalá 

das águas profundas emerge Iemanjá

batuque alegria, zabumba, ganzá.

 

Compasso apitou, maracás e agbê 

rufa os tambores, agogô e gonguê 

na marcação o canto não pode calar

Brasil africano chacoalha o xequerê

 

O lê lê lêlê vem cantar o refrão

levanta o estandarte e ergue a mão 

abre caminho na rua a dançar 

pisa no chão como um trovão.

 

Toca o atabaque tum túmtum tumtúm 

Ma raca-tué doa-mor ô ôô

resiste no toque no riso e na dor

tum túmtum tumtúm tum túmtum tumtúm…



773 - Ode de um poeta

I

Ó poeta que canta as dores do mundo

ergue a voz para o alto como pássaro

reluta corajoso com o poder das palavras

combate firme o pranto dos famintos

qual rocha defensora dignifica a vida livre

e entre o céu e a terra, o rio e o mar,

depara com o sentimento mais profundo

com ecos do encanto que reivindica paz

que segue na luta contínua por onde trilha

e vai em busca da causa que te motiva

e ainda estimula o corpo como semente

que germina a seiva revigorante

envolvendo todo o sentimento

do cuidado mútuo civilizatório.

 

II

Eis o grande astuto lírico e peregrino

sutilmente gentil e austero passarinho

recebe a recompensa das escritas

contra as guerras das indiferenças

protege a amada dos sequestradores

segue o vento apesar dos perigos

recebe de volta da terra a resposta nativa

abrange teu sentimento a todo o povo

espalha a bonança em revoada

como brasa de anjos das florestas

que faz renascer a fênix resiliente

que do barro vivifica e transforma

apesar dos corações de pedra

percebe o humanismo no rosto do Outro.

 

III

Unido pela pulsação do sentimento

pelas veredas do jardim e dos cânticos

prediletos com as marcas dos passos

lembrando dos vulneráveis sobreviventes

entrelaça o mundo ao anúncio profético

rebaixando os tiranos dos tronos

guia, ó ilustre, mestre da esperança

os amantes encantados no engajamento

reconhece a existência do existente

o ser vivente em convivência

sendo acolhedor e hospitaleiro

sabendo do desapego que conforta

como o esforço do nascimento

que sente dor e alegria na dialética da vida.

 


774 - Linhas de um diário


Abri a gaveta e comecei a vasculhar…

roupas, desejos contidos, pensamentos…

O relógio na parede não parava de me avisar o tempo infinito.

O momento é fugaz.

Descalço, solfejava uma música pela sala

fazendo uma sonoridade dos meus relatos triviais e pertinentes,

contra o vácuo dos caminhos insanos e desolados que não chegam a nenhuma praia.

Estou vivo! É óbvio!

Não como um adorno nostálgico sobre um chão ausente, silencioso e trágico.

Mas como alguém amoroso que segue um futuro incerto engolido pelo tempo.

Meu corpo fala.

Paro para falar com as plantas chuviscadas no ermo.

Penso no mundo interior e com a vontade potente.

Vejo minha caricatura no quadro como um labirinto que reflete a verdade budista do desapego.

Abro a porta de um trajeto e observo as teias que nos conectam.

Sinto o amanhecer como uma chave dos ancestrais

e uma força me faz escrever o que sustenta para nutrir a história.

Como andarilho semeador da paz sigo em frente

confrontando novas histórias.

Mas quem vai me ouvir?



775 - O amor é a lei 

 

A sociedade humana pode ser um dia uma vida fraterna?

Entendo as complicações e as angústias. Mas enfrento aventurar. 

− O amor é a lei.

Sinto a sensação de liberdade e afeto 

quando ando pelo jardim entre os pássaros.

Meu coração bate pesado com a leveza das poesias.

Nunca é tarde para nada enquanto a gente vive.

Assim sendo, aposto na alteridade, não no anonimato ou na omissão,

para romper com o sistema que reduz a pessoa em coisa.

Será que não conseguimos ser do modo que se encontra no demasiadamente humano, com todo o saber e poder?

Estamos em contexto e em processo.

Não há espaço para a passividade ou neutralidade, posto que isso é uma negação existencial.

A profundidade ética, moral e radical do sujeito é o humanismo em liberdade e fraternidade, 

no acolhimento com o outro e com a natureza.

Portanto, nosso alimento diário

é que na existência de cada existente

a missão é pela boa convivência.

 


776 - Amárpolis


Quando resolvi seguir para Amárpolis 

tomei minha decisão livremente

itinerante numa aventura de curiosidades 

buscando a sonhada felicidade

entre rios, cachoeiras e mares

existindo e vivenciando afetos 

encontrando-me com a natureza

elevando a estima e o pensamento 

sentindo a emoção no corpo inteiro

compartilhando ideias esperançosas 

mesmo com os conflitos 

que são como adubos na terra.

 

Fiz uma longa caminhada para Amárpolis

e continuo na travessia desse sentimento

em cada manhã de sol ou de chuva

descortinando cada camada da utopia

entre véus da beleza que encanta

que faz sentir o sabor e o saber da vida

guardado na viagem desse percurso 

na passagem estimulante do encontro

compreendendo o significado da essência 

tornando o imaginário em realidade 

resistindo e vivendo momentos célebres

que dão sentido a cada instante vivido.



777 - Poética

 

Aqui tem

amor e paixão

terra, água, fogo e ar

 

O corpo fala

a mente sente a razão 

o sentido é ser

 

Escrito no muro

a denúncia do mundo 

a de-cisão 

 

A causa é o que afeta 

se faz comoção 

transpira arte

 

A distância é quântica 

é transcendental

é tempo-espaço

 

Essa poética 

inspira o instante

a determinação


778 - Deleite

 

Como fico se não sentir a vida? 

Como sentir sem ficar contigo?

Não vivo sem desvendar esse mistério

sem degustar o teu corpo nu

saborear o mel de dois em um 

no leito de um rio que encontra o mar

no querer de nossas carências 

com o gosto dos abraços

no contorno suave da pele

no espaço do compasso conjugal

mapeando no toque com as mãos 

sussurrando no ouvido os segredos

descobrindo o véu do sacrário  

nos instantes de entrega total de puro deleite.






domingo, 7 de junho de 2026

763 - O amor tolerante

 

O tempo que me abriga sem ter pressa

e que me afeta contigo e enlaça

caminha com nossos passos paralelos 

às vezes no silêncio de um casulo

tecendo uma história de amor tolerante

fazendo ou desfazendo outro mundo.

 

O espaço do abraço que nos cabe

no olhar esperançoso e urgente 

acolhe com paciência os sonhos

que imagino contigo perfeito

com a arte que traduz a entrega

com os contrastes de uma dança flexível.

 

A palavra dita ecoa nos gestos 

com a cor e o som de nossas linhas 

nos descobre em nosso encontro 

interliga residindo um com o outro 

segue livre com as nossas falhas 

no entendimento de ser afetuoso. 


domingo, 3 de maio de 2026

762 - A força do amor

 

Na intensidade do poder holístico 

ergue-se da pele o cônscio sentimento

desperta o fulgor em grandeza

eleva a coragem de viver

refaz o vigor e a potência 

fortalece pelo tempo rígido

todo o sentido da força do amor

 

e por cada momento que foi vivido 

bendita seja essa força que anima 

que afasta a dor e as horas amargas 

e faz do pranto uma semente no solo

refloresce da terra pelo cuidado

a flor do campo rompendo o chão

se faz floresta em movimento


sábado, 4 de abril de 2026

Dia 04 de abril de 2026 e a guerra continua por causa de alguns tiranos que se acham dono do mundo... por isso uma força me leva a cantar: onde houver guerra que eu leve a paz! 🌳 

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terça-feira, 3 de março de 2026

M E T A F Í S I C A POÉTICA

M E T A F Í S I C A POÉTICA 


 A metafísica poética 

une o pensamento abstrato sobre a essência do ser e do universo à linguagem sensível e simbólica da poesia. Ela investiga mistérios como a alma, o tempo, a morte e a realidade, indo além das limitações físicas para alcançar verdades existenciais profundas.Essa intersecção pode ser observada em diferentes tradições:Poesia Metafísica Inglesa: Corrente do século XVII, iniciada por John Donne, que misturava raciocínio lógico, paradoxos e imagens científicas para explorar temas religiosos e amorosos.Fernando Pessoa: Em obras como o Livro do Desassossego e nos heterônimos, a poesia atua como um veículo para meditações filosóficas sobre o mistério da existência e da própria consciência.Aprofundamento Filosófico: Leitores e estudiosos frequentemente buscam compreender as ligações intrínsecas entre o pensamento poético e as obras literárias clássicas ou contemporâneas.


Os "poetas da metafísica" referem-se principalmente a um grupo inglês do século XVII (John Donne, George Herbert, Andrew Marvell) que unia intelecto e emoção, usando metáforas complexas ("conceitos") para explorar temas espirituais, amorosos e filosóficos. Também engloba a "metafísica" anti-reflexiva de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

Principais Poetas Metafísicos (Século XVII - Inglaterra):

John Donne: Considerado o líder e fundador do grupo, conhecido por sua poesia intensa, sagaz e teológica.

George Herbert: Focou na poesia religiosa, com um estilo cuidadoso e introspectivo.

Andrew Marvell: Conhecido pela sofisticação intelectual, unindo temas políticos e amorosos.

Henry Vaughan: Explorou temas de misticismo, infância e natureza.

Richard Crashaw: Destacou-se pela poesia religiosa barroca e passional.

 

Características do Estilo Metafísico:

Conceitos (Conceits): Comparações extensas e inusitadas entre ideias muito diferentes (ex: comparar o amor a um par de bússolas).

Intelecto e Emoção: Fusão de argumentos lógicos com paixão intensa.

Irregularidade: Versos frequentemente…

 

Quem estuda metafísica?

Aristóteles.

Agostinho.

Tomás de Aquino.

Immanuel Kant.

 

https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/metafisica.htm

 

A metafísica é o ramo da filosofia que investiga a natureza fundamental da realidade, o ser, a existência e o que está além do mundo físico observável. Iniciada por Aristóteles como o estudo do "ser enquanto ser", ela aborda temas como causalidade, substância, tempo, espaço e a relação mente-corpo. 

 

Principais Aspectos da Metafísica:

·         Origem: Aristóteles estabeleceu os fundamentos, focando em causas e princípios, enquanto Platão dividiu a realidade entre mundo sensível e mundo das ideias.

·         Ontologia: Parte da metafísica que estuda a natureza da existência, categorizando o que é real.

·         Principais Temas:

 Estudo da alma, existência de Deus, livre-arbítrio, essência e substância.

·         Evolução: Passou da investigação realista da realidade em si (Antiguidade/Idade Média) para o idealismo, focado na estrutura conceitual do sujeito (Kant e Modernidade).

·         Abordagens: Inclui o realismo (realidade objetiva), materialismo (apenas matéria é real) e idealismo (mente/ideias são fundamentais). 

A metafísica busca responder perguntas que a ciência, focada no método empírico, não aborda, como "por que existe algo em vez de nada?".

 

A metafísica estuda a natureza fundamental da realidade, o ser e o conhecimento além do mundo físico, com raízes em Aristóteles e Platão. Filósofos chave incluem Aristóteles (ser enquanto ser), Platão (Teoria das Ideias), Descartes (mente/corpo), Kant (limites da razão), Hegel (dialética) e Plotino (neoplatonismo).



Principais Filósofos da Metafísica

·         Pré-socráticos: Iniciaram as questões sobre o princípio de todas as coisas (arché) além do sensível.

·         Platão: Propôs a existência de dois mundos: o sensível e o inteligível (Mundo das Ideias/Formas).

·         Aristóteles: Considerado o pai da metafísica (filosofia primeira), focou no "ser enquanto ser" e na substância.

·         Plotino (Neoplatonismo): Ligou a metafísica ao misticismo e influenciou a filosofia medieval.

·         Tomás de Aquino: Recuperou a metafísica aristotélica no período escolástico.

·         René Descartes: Introduziu o "cogito, ergo sum" (penso, logo existo), focando na substância pensante.

·         Gottfried Leibniz: Desenvolveu a teoria do monadismo, sobre unidades indivisíveis da realidade.

·         Immanuel Kant: Criticou a metafísica tradicional, diferenciando fenômenos (o que percebemos) de númenos (a realidade em si).

·         G.W.F. Hegel: Desenvolveu a dialética, vendo a realidade como um processo dinâmico de contradições. 

Principais Temas Metafísicos:

·         Ontologia: O estudo do ser, da existência e da realidade.

·         O "além da física": Estudo de conceitos abstratos como alma, mente, Deus, tempo e causabilidade.

·         Universo das Ideias: A distinção entre a aparência física e a verdadeira essência das coisas (realismo vs. nominalismo).

·         Estrutura da Realidade: Análise da substância e dos acidentes (propriedades). 

A metafísica contemporânea (séc. XX-XXI) continua ativa, com filósofos como Amie Thomasson e Ted Sider, que debatem a natureza da existência e a linguagem, com novas abordagens sobre a filosofia do tempo e da ficção.

Metafísica na filosofia contemporânea:

·         Metafísica: o que é, principais filósofos e exemplos no cotidiano

29 de nov. de 2022 — Origem da metafísica O filósofo Andrônico de Rodes (séc. I . a.C) foi o responsável pela criação do termo Metafísica. 

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As principais obras de Emmanuel Lévinas focam na fenomenologia, na ética da alteridade e na responsabilidade pelo outro. Seus títulos fundamentais traduzidos para o português incluem:

Totalidade e Infinito (1961): Sua obra mais famosa, onde propõe que a ética é a filosofia primeira, rompendo com sistemas que reduzem o "Outro" ao "Mesmo".

De outro modo que ser ou para além da essência (1974): Aprofunda a ética como uma responsabilidade radical, onde o sujeito substitui-se pelo outro.

O Humanismo do Outro Homem (1972): Uma coletânea de ensaios que reconfigura o humanismo centrado no ego em um humanismo baseado na acolhida e no rosto do outro.

Da existência ao existente (1947): Examina a fenomenologia do ser e a angústia diante do anonimato da existência.

De Deus que vem à ideia (1982): Ensaios que exploram a transcendência e a ideia de Deus a partir da relação ética