" ESCREVER É PRECISO "

domingo, 9 de fevereiro de 2020

POESOFIA

UM TRIÂNGULO, UM FILÓSOFO E UM GEÔMETRA


Um triângulo, um filósofo e um geômetra.
O que tem em comum?
O conceito e a construção de uma figura.
Mas além disso, ultrapassa toda a materialidade.

Um edifício, um pedreiro e um engenheiro.
Formam um conhecimento que confirmam uma realidade
com os elementos apropriados
estabelecidos para as nossas necessidades. 

Deus, a mulher e o homem
convergem para o mesmo ponto
sendo nossa finitude
na origem da transcendência.

(Julho/2013)


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POESOFIA

AUTOCONSCIÊNCIA


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A razão para escrever é a própria realidade
que aos poucos idealiza o pensamento concreto.
A percepção da da realidade aos sentidos 
sofre também ilusão.
Somos ânimos
e não anônimos desnecessários.
Em nossa animalidade se encontra a espiritualidade.
Não somos só em nós mesmos.
Somos convergente na diversidade.
Somos em autoconsciência 
uma unidade qualitativa com o todo.
Somos uma realidade viva, cósmica, convergente, intensa, inteligente e consciente.
O eu de mim mesmo é por existir, pensar, sentir, comer e amar.
Mas nem tudo o que se pensa, existe.
Somos empíricos demais e imediatos
para não percebermos nossos atos inconscientes.
Somos substancialmente pensante e transcendental.
Em nós reside a soma total das condições vitais 
de um ponto finito para a infinitude.
A consciência nos dá o sentido entre a simplicidade e a complexidade.
A causalidade primeira de toda causa denomina-se liberdade.
Tudo na natureza é necessário e nada finda só em si mesmo. 
A concepção que temos do mundo é em cada um uma consumação. 
A consciência de um ente supremo necessário ultrapassa a dimensão humana.
Não temos resposta para tudo
mas temos tudo como resposta.
Os conceitos inteligíveis que criamos 
nascem na consciência da realidade vivenciada.
O determinismo exclui a dialética 
mas não impede a transformação inevitável.
A razão não pode provar sua transcendentalidade
senão pela sua experiência determinada.
O empirismo não pode provar tudo 
o que jaz inerente ao ser pelo sentimento.
Uma causa criadora originária de tudo
inquieta o pensamento de todo racional.
A consciência de uma razão em sua finalidade 
converge no princípio da unidade.
Todo conhecimento intuitivo, dedutivo, conceitual e ideal,
se limita numa fonte, a priori, e tudo caminha para o sentido essencial. 

(Julho/2013)


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

POESOFIA

ANALÍTICA

Da pura razão que chega aos nossos sentidos
penso no ser sublime.
Assemelhando-nos, somos distintos dos outros animais,
somos mais pelo conhecimento e por princípios.
O problema da crítica racional
se inscreve na lógica transcendental.
O entendimento que deduz e intui
desvela conceitos da sombra à luz.
Passamos no tempo no processo no processo de mudanças
e o que fica do ser é a sua substância. 
A realidade une significado e sentido 
na convivência além dos conceitos permitidos.
Nada é nada para nada.
Os fenômenos são percebidos pelos sentidos como regra.
A consciência da nossa existência 
evidencia a realidade em nossa convivência.
Nossa razão está cheia de ilusões
idealizando novas concepções.
As ideias concebidas perpassam por vivências.
A totalidade de tudo consiste numa relação convergente.
A lógica de uma escrita metafísica 
propõe aproximar a liberdade
inerente ao ser.

(Maio/2013)

POESOFIA

REQUERIMENTO

Pelos motivos deduzidos dos fatos,
requerem da justiça e nos termos da lei,
de conformidade com a necessidade de cada família,
em comum acordo consensual,
 com base nos fundamentos legais da Constituição do povo,
fica acordado os direitos básicos da vida:
 alimentação, habitação, saúde, educação, segurança, lazer...
Fica acordado também para os requerentes
a guarda e o direito à vida digna
com fundamento na liberdade,igualdade e fraternidade
entre mulheres e homens 
em direitos e obrigações.
Nestes termos,
pede-se deferimento.

(Abril/2013)

POESOFIA

GÊNERO HUMANO


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Convencido da poesia quanto da justiça
reforço a luta de viver pelo conhecimento do se humano.
Antes, portanto, de ser pensador,
o ser racional é gente que se faz conhecedor de si mesmo.
O que é o humano
este sabedor de tantas coisas e desconhecedor de si?
Que diremos da humanidade sem a espiritualidade?
Existe um sentido maior em nossas lágrimas que une coração e razão.
A posse de uma propriedade seja da terra, do corpo ou do céu,
causou a guerra que vigora até agora.
Somos possessivos!
Sejamos desprendidos!
E o sofrimento terá fim.

(Abril/2013)

sábado, 14 de dezembro de 2019

POESOFIA


ADVERTÊNCIA


Juntei algumas ideias e anotei para uma boa atitude.
Advirto como irmão para que atente naquilo que pensa, fala e faz.
Exorto com base na História que tanto já nos tem ensinado.
Admoesto para que nunca diga que não foi avisado.
É pelo outro que sentimos a empatia para um caminho reto,
com tolerância, discernimento e sensatez.
Evite a rixa. Edifique!
Diga o que é bom, necessário e verdadeiro.
Dê testemunho com justiça e paz, testificando a cada dia na atitude do bem. 
Advirta com renúncia de si para denunciar as injustiças e anunciar em favor do bem comum.
Exorto para promover a paz e poder celebrar um novo tempo com verdadeiro amor.
Previna-se!

(Abril/2013)

sábado, 9 de novembro de 2019

POESOFIA


LÍNGUA, PALAVRA E IDEIAS


A língua que falamos na forma pensada
expressa linguagem sentida a priori
raciocinada ao som fonético
com uma lógica escrita e assinada.

Comunicamos a nossa forma 
de ser animal humano racional
de saber de si situado
representando em palavras o que é comunicado.

A palavra é liberdade
buscadora de meios para viver
diz na voz que movimenta o ser 
ao som natural que cria poder.

A boca que fala o sopro do espírito
em sinônimos e códigos linguísticos 
dinamiza os punhos na escrita
unindo as ideias da razão e da paixão.

Ao ler a realidade na origem
descobre-se os antigos gestos primitivos,
os ritos, símbolos e mitos
narrados aos tímpanos que evoluíram.

Ideias reproduziram outros trabalhos
assim como  o fogo reúne para uma dança sagrada
formando a família e a sociedade;
daí a criação dos povos à beira dos rios e poços como fontes do amor.

Das músicas e das poesias 
a acústica de sonora melodia, 
o ritmo deferente, a harmonia,
as imagens desenhando as cores da alegria.

Das letras nasceram as leis e a filosofia
adornaram a vida vibrante e vigorosa,
refizeram toda a ação humana e criadora
que desde o princípio continua firme e recriando. 

(Abril de 2013)